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CONVERSA MOLE


lorota

          "Conversa mole", é uma expressão idiomática como centenas de outras da Língua Portuguesa.  Serve para dar ênfase ou relevo a uma frase ou sentença (aforismos).  Mas, essa simples expressão, nos dá elementos de estudo para uma ampla "mesa-redonda" a respeito.  Vamos direto ao ponto.  Em princípio, "conversa mole" significa:  "lorota";  "engodo"; "enganar alguém";  "treta";  "enrolação", etc.

          Exemplos clássicos:

1) "Dizem por aí", que alguns políticos, tipo Lula, falam errado de propósito para se aproximar da suposta linguagem das classes populares.  -  Isso é conversa mole:  a causa dos erros gramaticais do Lula, se devem unicamente ao desconhecimento da norma culta.

2)  A política do "Bolsa Família" é louvável?  -  Sim, nada mais verdadeiro.
"Minha Casa Minha Vida", foi uma boa política?  -  Excluindo algumas mutretas, sim, foi uma boa política.
A revolução do Enem?  -  Sim, ótimo.
Mas, insistir que essas e outras "cositas más", foram maravilhosas conquistas... Bem, esse nhe-nhe-nhem, é conversa mole, não engana ninguém.

3)  Existe um Preciosismo na Língua Portuguesa que diz assim: "Isso é prosopopéia flácida para acalentar bovino" (Isso é conversa mole para boi dormir).  Podemos entender esse Preciosismo como sinônimo de Corrupção.  Os corruptos quando acusados, negam tudo!  Prosopopéia flácida!  Assim dizemos, para evitar um xingamento mais explícito, ante à nossa indignação.

4)  Lula e seus defensores insistem que o triplex não é dele.  Alguém acredita nisso?  Que nada, isso é conversa mole.

5)  Certa vez a Dilma Rousseff (ex-mandatária), falou o seguinte: "O meu governo viabilizou as Olimpíadas, graças ao planejamento bem feito e ao nosso trabalho dedicado..." Conversa mole! "Me engana que eu gosto" (tem "sujeira" por trás disso).

6)  Nas administrações municipais (Prefeituras), salvo exceções, existe aquilo que somente os desinformados não percebem:  a contratação de pessoas apadrinhadas, às vezes parentes do governante, ineptas ao setor, e que causam desmoralização à máquina administrativa.  Essa prática usa um argumento falacioso, isto é, que se necessita de elementos com mentalidade nova para os cargos assim ocupados.  Mentalidade nova? Isso é conversa mole para enganar bobocas.

7)  Por falar em Prefeitos, quando estes ainda são simples candidatos, são especialistas na arte de aplicar a "Conversa Mole", ou seja, "fazem promessas" (???).  De antemão eles sabem que não vão cumprir, mas prometem: "passagens de ônibus mais baratas";  "Hospital Veterinário para cães de rua";  "Creches e escolas gratuitas";  "elevar o salário dos professores"...  Resumindo: um sem número de promessas mirabolantes para enganar os eleitores.  Prosopopéias!

8)  Outro tipo de "engodo" que afeta o inocente cristão, são daqueles pastores evangélicos que dizem ter "procuração de Deus" para fazer milagres.  "Deixem aqui o seu carro velho e vá embora pra casa a pé, porque se você tiver fé, Deus vai lhe dar outro carro novinho, de valor muito maior". Mentiroso, Bandido: Conversa Mole!

(OBSERVAÇÃO: 24/11/2017 - PF investiga golpe de pastores evangélicos em fiéis - A Polícia Federal identificou a atuação de pastores evangélicos para beneficiar uma organização criminosa investigada por golpes milionários que atingiram pelo menos 25 mil pessoas em todo o País).

9)  Jesus Cristo, no seu famoso discurso do Sermão da Montanha, já havia alertado que tais falsos profetas (certos pastores), apareceriam para "enrolar" as pessoas: "Toda árvore que não dá bom fruto, corta-se e lança-se ao fogo.  Portanto, pelos seus frutos (pela Conversa Mole) os conhecereis" (Mateus 7: 19-23).

10) Enfim, sempre existiu e sempre existirá verdades e mentiras, promessas não cumpridas sejam em romances de amor ou eventos de qualquer natureza.  Gente que fala muito, gente que gosta de contar vantagens, desculpas esfarrapadas para enganar pessoas.  Tudo isso tem um nome: Conversa Mole.

"Conversa mole para boi dormir". Dizem que essa frase ou expressão tem origem numa música de Carnaval muito antiga, do compositor brasileiro Carlos Alberto Ferreira Braga (1907 - 2006), conhecido como Braguinha.  A letra dessa música segue exatamente assim:

                    Eu fui às touradas em Madri
                    E quase não volto mais aqui
                    Pra ver Peri, beijar Ceci.
                    Eu conheci uma espanhola
                    Natural da Catalunha;

                    Queria que eu tocasse castanhola
                    E pegasse o touro à unha
                    Caramba! Caracoles! Sou do samba, 
                    Não me amoles
                    Pro Brasil eu vou fugir,
                    Isto é conversa mole para boi dormir !
(Mais uma lembrança do Carnaval antigo, com a vedete Virgínia Lane):

FIGURAS DE LINGUAGEM


Metáforas

          Figuras de Linguagem, como todos sabem, são expressões no modo de falar ou escrever, que nós empregamos para tornar o nosso linguajar mais expressivo, e até mais rico e bonito.  (Os poetas que o digam).  Gramaticalmente, a "Figura de Linguagem" se desdobra ainda em outras figuras, com denominações e características próprias, mas não vamos estender esse assunto.  Não é o objetivo.  Vamos simplificar. 


          Neste bate-papo, vamos tratar tudo como simples "Metáfora".  Em nosso dia a dia, sempre recorremos à metáfora para nos comunicar: "pinta lá em casa";  "fulana é uma gata";  "vou encher a cara";  enfim, frases desse tipo são muito comuns.  Essas expressões, fazem uso de uma "figura de linguagem", isto é não podem ser entendidas literalmente, mas nós entendemos perfeitamente o seu significado.

          A nossa política é um "bom prato" para metaforizar, exemplos:

1)  Certa vez, "encheram a bola" do então candidato Lula da Silva.  E a sua "bola foi enchendo, foi enchendo",  depois "inchou",  "inchou",  até que um belo dia "estourou, Buuummm!". "Virou bola murcha".

2)  A nossa "querida Dilma Rousseff" em um de seus discursos, disse o seguinte:  - Até o fim do meu mandato, todo brasileiro terá direito a energia rígida para "manter seus topetes estáticos". (???). OBSERVAÇÃO:essa frase da nossa "preciosa mandatária" (ex), carece de interpretação.  Acho que ela quis dizer o seguinte: - que iria lançar uma nova rodada de licitações para exploração de novos "poços de laquê" no Pré-sal.  Esse era o assunto sobre o qual ela discursava, e foi o que "deu pra entender".

          Mas agora, falando mais racionalmente, vamos elencar algumas metáforas extraídas do nosso cotidiano:

"Tapar buracos"               "Abrir o jogo"               "Cara de pau"
"Engolir sapos"                "Bater as botas"            "Saco-cheio"
"Dor de cotovelo"            "Baixar a bola"             "Dedo-duro"
"Lamber sabão"               "Dar uma mãozinha"    "Olho gordo"
"Segurar vela"                 "Cantar de galo"            "Nariz empinado"
"Fazer vista grossa"         "Batata da perna"          "Passar a perna"

          Existem centenas de expressões desse tipo; utilizamo-nos de metáforas o tempo todo, sem preocupação com regras gramaticais.  A Bíblia, também está repleta de figuras de linguagem (ou metáforas).  As parábolas de Cristo, também são metáforas, pois Jesus ensinava assim, isto é, através de uma estória usando uma linguagem figurada para que as pessoas pudessem entender.

          Na Mitologia grega, existe uma famosa estória metafórica (acho que todos conhecem), que é aquela de Édipo e a esfinge; Decifra-me ou te devoro.  A esfinge era um ser (mitológico) com rosto humano, corpo de leão, e asas de águia.  Vou contar essa estória bem resumida:

          ... A esfinge propunha um enigma aos forasteiros.  Como ninguém sabia a resposta, eram todos mortos por ela.  Então, Édipo (rei, filho de Jocasta), resolveu enfrentar a esfinge.  O enigma era: "O que é que tem quatro pés de manhã, dois ao meio dia e três à tarde?" Édipo respondeu: - o homem.

          De manhã, na "aurora da vida", quando ainda criança, ele engatinha com as mãos e os pés;  ao meio dia, no auge da força, o homem anda sobre duas pernas e à tarde, no "crepúsculo da vida", já velho, ele precisa de uma bengala para se locomover.  Era a resposta certa e a esfinge matou-se, permitindo que Édipo livrasse a cidade de Tebas da "tirania da fera".

          E assim termina essa estória enigmática.  Édipo simplesmente "matou a charada". A nossa supracitada Dilma Rousseff, também adora criar "charadas linguísticas" para que possamos decifrar (ou enlouquecemos).  Assistam os videos abaixo, e tentem entender.

Dilma, burrinha como sempre:

VAMOS COMPARTILHAR


Compartir

          Compartilhar é uma palavra muito conhecida, em especial graças ao Facebook, que popularizou essa palavra tão simpática.  Palavra mágica; pode ser usada para compartilhar muitas coisas:músicas, filmes, videos, fotos, mas isso todos sabem. São arquivos digitais.  Mas podemos compartilhar também coisas abstratas, como o amor, atenção, esperança, etc.


          O amor, é a melhor coisa que se pode compartilhar.  O amor nos aproxima de Deus.  Na Bíblia está escrito: "Finalmente, sede todos da mesma mentalidade, compartilhando sentimentos, exercendo afeição fraternal, ternamente compassivo, humilde na mente".  (I Pedro, 3:8). A palavra "Compartilhar" tem um sentido amplo, basta pensar um pouco sobre tudo que podemos compartir.

          Mas, há também pessoas que não gostam de compartilhar;  são pessoas egoístas. Refiro-me a um fato muito comum que ocorre principalmente em certos ambientes de trabalho de grandes ou pequenas empresas.  Pessoas egocêntricas, dificultam a vida principalmente dos subalternos, não compartilhando conhecimento porque entendem que assim fazendo, terão uma espécie de "poder" sobre os demais, isto é, sobre aqueles que não possuem o mesmo conhecimento. 

          Mas, hoje em dia esse procedimento é errado, pois não há mais espaço para essa bobagem.  Basta olhar para nossa modernidade;  de uma forma geral, tudo é resultado do conhecimento compartilhado.  "Aquele que não compartilha conhecimento, deixa morrer consigo os frutos de sua sabedoria".  (H. Macedo).

          É certo também que certas coisas não devem ser compartilhadas, tais como: escovas de dente, toalhas, fones de ouvido, gilletes, etc., pois alguns desses objetos podem representar problemas para a saúde se forem compartilhados.  Outra coisa que devemos ter cuidado em compartilhar, são aquelas correntes que circulam nas redes sociais,  Existem conteúdos ilegais que tentam nos enganar.  Se não for possível reconhecer a veracidade ou o conteúdo de tais correntes, não compartilhe.  

          No mais, podemos compartilhar coisas físicas, tais como: redes de computador, impressoras despesas familiares, comida, frutas, etc.  A propósito, uma certa mãe perguntou:
-  Quem pegou a maçã que estava na geladeira?
-  Fui eu mamãe, eu dei a maçã para um pobre menino que estava com fome...
-  Nossa filho!  Você tem um coração de ouro.  E quem era esse menino?
-  Era eu, mamãe!

          Falando em compartilhar sentimentos, vou contar uma outra estória:
... Certa vez, um Mestre indiano perguntou a seus discípulos:
-  Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
-  Gritamos porque perdemos a calma...

-  Mas, por que gritar se a outra pessoa está logo ao seu lado?
-  Bem, gritamos para que a outra pessoa nos ouça. 
E o Mestre volta a perguntar:
-  E não é possível falar-lhe em voz baixa?

          Várias respostas foram dadas, mas nenhuma foi satisfatória, e o Mestre esclareceu:
-  Eu vou lhe dizer porque as pessoas gritam.  O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.  Para cobrir esta distância, precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.

          Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.  Por outro lado, o que acontece quando duas pessoas estão apaixonadas?  Elas não gritam.  Falam suavemente.  E por que?  Porque seus corações estão muito perto.  A distância entre elas é pequena.  Às vezes seus corações estão tão próximos, que nem falam, somente sussurram.  E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas compartilham um olhar, e basta.  Seus corações se entendem.  É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas. 

          Finalmente o Mestre conclui dizendo:
-  Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tamanha, que não mais encontrarão o caminho de volta.  E assim, termina essa parábola, cujo Mestre ou autor é desconhecido. 

Conclusão:
          Compartilhar é isso: compartilhar coisas, compartilhar sentimentos, compartilhar um olhar, dividir, repartir.  Como diz um ditado: ninguém é tão pobre que nada possa dar e nem tão rico que não precise receber.  "A vida é feita de pequenos momentos que se tornam grandes quando compartilhados com as pessoas que amamos". (M. Emylainne).
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UM DIA AZIAGO


Ginásio São Miguel

          Segundo o dicionário Aurélio, "Aziago" é um adjetivo que significa: de mau agouro, azarento, infausto, infeliz.  Essa palavra, foi objeto de uma redação em 1966, no Ginásio São Miguel, em Passa Quatro-Mg, sob o tema proposto pelo professor de Português, Pe. Joaquim Soares, "Um dia Aziago".


          Eu me lembro que na época, fiz minha redação inspirado num filme que eu havia assistido, com Jerry Lewis, ator americano, comediante, e que no filme só fazia trapalhadas.  Não me recordo exatamente do nome do filme, mas acho que era "Errado pra cachorro".

          Saudoso daquele tempo, resolvi redigir novamente sobre o tema, todavia sob um formato novo, ou seja, mediante um entendimento amadurecido, dessa palavrinha tão significativa e pouco usada mesmo hoje em dia.

          Muito bem.  Aziago, significa azar.  O que podemos associar agora, nestes tempos modernos, com aquilo que ainda persiste como crendice ligada a essa palavra?  Estive pensando, e me lembrei de alguns aforismos, que relaciono abaixo:

  •   Cruzar a rua com um gato preto dá azar;
  •   Se uma pessoa apontar uma estrela, nascerá uma verruga em seu dedo;
  •   Passar debaixo de uma escada dá azar;
  •   Comer manga com leite pode fazer mal para a saúde;
  •   Vestir uma roupa do lado avesso dá azar;
  •   Bater três vezes na madeira pode evitar acontecimentos ruins

          Por certo que existem mais exemplos de crendices como estas, não obstante, isso tem outro nome: são superstições.  Estas surgem no meio do povo, que vai passando esse folclore de geração em geração.  Vou contar uma pequena estória que envolve o mito do gato preto.

          ... Na idade média, por volta do ano 1560 aproximadamente, havia um preconceito contra a bruxaria, e até o gato preto como animal noturno e solitário era perseguido.  Certa noite, numa determinada cidade (da Europa, claro), um gato preto foi ferido a pedradas.  Assustado, o gato refugiou-se na casa de uma velhinha que sempre dava abrigo aos gatos de rua.

          No dia seguinte, essa velha também apareceu casualmente machucada, e o povo local, supersticioso, logo concluiu que ela era uma bruxa, e o gato que havia sido apedrejado, era o seu disfarce noturno. Certamente, essa pobre e inocente velhinha também foi perseguida pela inquisição, campanha assassina da Igreja Católica (na época), contra supostas heresias e bruxarias.

          Lamentavelmente, um triste episódio da história. Vamos amenizar nossa tristeza, refletindo agora sobre coisas positivas.  Uma frase, atribuída a um filósofo francês, chamado Descartes, diz o seguinte: "Não importa qual seja o objeto da sua fé, se falso ou verdadeiro, o que atua é a força do pensamento positivo". Isto significa dizer: nada de pensar em "azar", nada de superstição. 

          Geralmente, teme-se o desconhecido.  Mas, quando se estuda com seriedade o Espiritismo, por exemplo, deixa-se de lado a superstição.  É intuitivo, pela compreensão da doutrina.  Qualquer que seja nossa espiritualidade, se nos aproximarmos de Deus, não existirá "sorte" ou "azar",  pois Deus é o controlador de todas as coisas, de acordo com a nossa fé;

          Albert Einstein (1879 - 1955), físico teórico alemão, era um homem muito além do seu tempo, e suas teorias que hoje são plenamente reconhecidas pela ciência, na sua época, ele sofreu com a incredulidade das pessoas. Einstein então, na sua genialidade nos deixou esta frase: "Duas coisas são infinitas:  o universo e a estupidez humana.  Mas, em relação ao Universo, ainda não tenho certeza absoluta!...
Ginásio São Miguel

(OBS.- na foto acima, o GinásioSão Miguel, seu Diretor, Pe. Domingos, e o Prof. de Português, Pe. Joaquim Soares).

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