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SIEGESSÄULE

Coluna da Vitória          Tenho um conhecido e amigo de nome Anton Benirschke.  Ele mora na cidade do Rio de Janeiro, mas vem sempre a Resende. Ele é de origem austríaca, mas viaja de vez em quando para a Alemanha, e fala fluentemente a língua alemã. (Na Áustria, fala-se o alemão com dialeto), mas isso não é problema.  Os dois países se entendem linguisticamente. 


          Certa vez, conversando com esse amigo sobre a Alemanha, ele me contou uma estória interessante;

          Contou, que entre a França e Alemanha, existe uma certa rivalidade.  Mais ou menos como existe aqui, entre Brasil e Argentina, nada muito sério.  Essa rivalidade, é histórica, vem desde o ano de 1871, quando a Alemanha venceu uma guerra contra a França.

          Mas, devido a isso, a França sempre procurava, ou ainda procura, demonstrar a sua superioridade.  E foi então, que em certa época a França enviou para a Alemanha, uma das suas últimas invenções, qual seja, um fio de aço muito fino, da espessura de um fio de cabelo.  A França acreditava que era uma invenção muito extraordinária, incomum, e que não havia igual no mundo.

          Pois bem, a Alemanha recebeu aquele fio de aço, muito fino, examinou, e depois de algum tempo devolveu esse fio de aço para a França, juntamente com uma mensagem explicativa, dizendo   mais ou menos o seguinte:

          ... "estaamos devolvendo o seu fio de aço, porém com uma pequena modificação; acrescentamos um furo bem no meio e ao longo do rio, conforme poderão verificar".

          Essa estória é verdadeira?  o Anton me garantiu que sim.  Acredite se quiser...



CIVISMO

Brasil          Conta-se, em forma de poema, que na França havia um professor alemão que ensinava geografia.  E, numa de suas aulas, um aluno, muito patriota, diz que a França é a primeira das nações. O professor, para compara-la com a Alemanha, manda que o menino a aponte no mapa;
          "Tímido feito herói, pigmeu feito atleta, / desaperta febril a sua blusa preta, / e, batendo no peito, a impávida criança, exclama: - é aqui dentro! É aqui que está a França!"


          O trecho deste poema, fala da França. Mas serve como exemplo de um sentimento muito forte de patriotismo.  No Brasil, estamos notando pouco a pouco, a ausência deste sentimento.

          Muitos ainda se lembram, que na década de 70, havia campanhas publicitárias para difundir um amor muito grande pelo nosso querido Brasil.  Campanhas eram feitas, através de slogans que diziam:  "Brasil, ame-o ou deixe-o";  "Brasil, 200 milhas";  "Hoje, sempre, Brasil"; ... ... Estas frases, eram divulgadas através de pequenos cartazes afixados nos Bancos e órgãos públicos, e ainda plásticos adesivos, colados nos pára-brisas dos carros.  A música popular brasileira, também contribuía com sucessos diversos, tais como: "Eu te amo meu Brasil" (Os Incriveis);  "Você também é responsável " (Dom e Ravel);  "País Tropical" (Gilberto Gil);  "Das 200 para lá" (Eliana Pitman), entre outras músicas.  

          Hoje, sentimos a falta deste brasileirismo, deste amor à Pátria.  Todos deveriam compreender que Pátria se define como aquele primeiro manto que nos agasalha quando nascemos, o solo que pisamos, a língua que falamos, o hino que cantamos...

         Mas já não se respeita mais, nem mesmo o Hino Nacional Brasileiro.  Presenciei no ano de 1998, um fato desagradável, acontecido em Resende.  Foi no dia 29 de setembro, no tradicional desfile cívico escolar, quando se cantava o nosso Hino Nacional.  

          Ou seja, durante a audição do Hino, uma pessoa (pasmem), ligada ao setor de Cultura do município, aproveitava o momento para soltar gostosas baforadas do seu cigarro,  gesticulando com as mãos, e ostentando na ponta dos dedos, o objeto do seu vício maldito.  Bem, este procedimento ignóbil, não merece maiores comentários.

          Temos esperança porém, que nossos líderes educacionais ou políticos, ainda façam algo de bom para implementar um sentimento de civismo nos jovens de hoje, futuros cidadãos de amanhã.

          Por oportuno, lembramos uma bela mensagem contida nos versos do poeta Olavo Bilac: "Ama com fé e orgulho a terra em que naceste.  Criança!  Não verás nenhum país como este". ... ...

          Afinal, o nosso Brasil é uma vastíssima região, um riquíssimo solo cobiçado pelos estrangeiros, e o sol, em nenhum outro hemisfério tem os raios mais dourados, e nem o céu, as estrelas mais brilhantes.
          Este é o nosso BRASIL

       

VEIO PARA JUNTO DOS SEUS

Asno          Gosto muito de ouvir, e de contar estórias. Algumas são muito interessantes, outras servem para nos ensinar alguma coisa, ou ilustrar um fato.  A propósito, me lembro de uma história, quase perdida na noite dos tempos... Só não me recordo, o nome do personagem, mas trata-se de um garoto esperto, que mais tarde veio a ser muito conhecido.


          Pois bem, a estória que vamos contar, envolve esse garoto, sua professora, sua escola, seus coleguinhas, e também um burro...

          ... Estavam reunidos numa sala de aula, o garoto, a professora, e demais alunos da classe de um curso primário.  A escola, pelo fato que vamos narrar, certamente ficava em algum lugar parecido com o terreno de uma fazenda, ou seja, num campo, distante da cidade.

          Certa vez, a mestra e os alunos foram surpreendidos com a entrada inesperada de um animal, melhor dizendo, de um burro, em plena sala de aula. O asno, talvez pela algazarra da criançada ante a sua presença inusitada, correspondeu com um gostoso relincho (ou zurro, que lhe é próprio).

          A professora, nervosa e apavorada, ordenou desesperadamente que seus alunos expulsassem o intruso da sala.  E as crianças, alegremente assim fizeram, e o burro voltou para o seu pasto verde.

          Refeitos daquele momento de confusão, de barulho e risos pelo acontecimento incomum, a professora disse então aos alunos:  - Aproveitemos este incidente;  quero que todos façam uma redação, narrando o episódio que acabamos de vivenciar.

          E todos começaram a trabalhar no pedido da professora, menos o garoto, o personagem da nossa estória, que ficou a pensar, como que olhando para o alto, para as moscas voando.

          O tempo se esgotava, e a mestra pedia que todos terminassem o trabalho.  O garoto então, escreveu no seu caderno, uma única frase: "Veio para junto dos seus, e os seus o enxotaram"...  Nesta única frase, o garoto simplesmente sintetizou o acontecimento citando uma passagem bíblica, cujo texto correto, seria mais ou menos assim: "veio para junto dos seus, e os seus dele se apartaram";  numa referência a Cristo, que foi renegado por seus amigos.

          Bem, o nosso garoto provou que era mesmo perspicaz, e a estória termina aqui.

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