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LEIS DA NATUREZA


A Natureza

          Certa vez, um filósofo ou cientista, observou que a "Vida" em geral, seja vegetal ou animal, procura adaptar-se ao meio-ambiente.  Disse que qualquer coisa viva adapta-se às condições do ambiente para sobreviver, e que esta é uma Lei da Natureza.



          Isto é verdade, quanto aos vegetais;  é verdade também quanto aos animais, como por exemplo, na África:  os animais migram de um lugar para outro, sempre em busca de regiões que ofereçam comida e principalmente água.  Os elefantes agrupam-se em manadas em busca destas coisas.

          Mas quanto ao ser humano, já não é assim;  o homem não tem que adaptar-se ao ambiente ou mesmo às coisas externas para sobreviver.  O homem tem o poder de modificar as coisas externas para se ajustarem a ele.  O homem tem dentro de si, uma fagulha divina, que o diferencia dos outros animais.  O homem faz uso da razão.

          Na Bíblia (palavra de Deus), assim está escrito: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.  Tenha ele domínio sobre os animais, as aves, e sobre os répteis.  Domine a terra toda!" (Gênesis I). É a Bíblia que diz isso, um livro sagrado, que tem todas as respostas para todas as questões e problemas mais profundos da vida.

          O que sabemos das Leis da Natureza?  Sabemos, por exemplo:  1) Elas funcionam da mesma maneira em qualquer lugar, e são estáveis e eternas (Adalto Lourenço);  2) As leis da natureza, podem ser demonstradas. Acreditamos na Bíblia, quando ela nos diz que Deus é o criador de tudo.

          Alguém poderá até não acreditar em Deus, mas não poderá duvidar do Universo e das leis da Natureza.  Acredito que nem todas as leis da Natureza ou do Universo já foram descobertas, e que o homem de hoje ainda está no limiar de uma Nova Era.

          Steve Jobs, criador da Apple, disse uma frase interessante, fruto de suas próprias conclusões: "Não deixe o ruido das opiniões dos outros abafar a sua própria voz interior".  (Essa voz interior não é nada mais nada menos do que a voz de Deus, sendo esta a Sua forma de se comunicar conosco).  Steve Jobs, disse também:  "Estamos aqui para dar uma mordidinha no universo.  Senão, porque estar aqui?"  

          Mas o homem continua na sua busca.  Existe uma descoberta interessante, que o Professor Adalto Lourenço nos revela, dizendo o seguinte:  que o único planeta do nosso sistema solar que possui todas as condições de vida, é a terra. 

          Ou seja, o solo lunar, por exemplo, conforme as amostras que os astronautas americanos trouxeram, revelam que sua composição química ou mineral, não é propícia para o desenvolvimento da vida.  Equivale dizer, por exemplo, que na lua não nascem flores;  não há condições para isso.  E assim também em todos os outros planetas que orbitam em nossa volta.

          Por que será?  Com certeza, é porque assim determinou o nosso Criador, conforme está escrito na Bíblia.  Claro que existem outras galáxias, outros sistemas solares ou planetários, mas tudo isso ainda está envolto em mistério.  Quem criou tudo isso, não nos deu a conhecer todos os seus segredos, mas que o homem anda buscando.  Talvez, daqui a milhões de anos, Deus permita que o homem descubra.  (Agora vejam que vídeo interessante ilustra perfeitamente este nosso comentário):









A ESTÓRIA DO "ZÉ CRÉTO"


José Anacleto

          Neste século 21, vivemos uma realidade espantosa para os mais velhos.  Digamos, num tempo há quarenta ou cinquenta anos.  Nesses bons tempos, ninguém fazia uso desses aparelhos eletrônicos que hoje existem: notebook, celulares, smartphones, etc.


          Nada contra essas tecnologias maravilhosas que facilitam nossa vida.  Até as crianças de hoje em dia, já nascem com outra mentalidade, coisa que também nos surpreende.  Julgar ou criticar, não é o objetivo deste comentário.  Trata-se apenas de uma introdução, para que possamos conversar e contar uma estória de como eram aqueles dias que talvez muitos conheceram e que talvez muitos atualmente nem nunca ouviram falar.

          Por exemplo: crianças hoje em dia, brincam de "Cow Boy"?  Ou sabem lá o que é isso?  Como brincar de "mocinho e bandido" do cinema americano?  Pois "naqueles tempos", as crianças brincavam e sabiam até falar inglês.  Alguém acredita nisso?  Pois eu vou contar essa estória.

          ... "Quando eu era criança pequena lá em Passa Quatro", meus coleguinhas de "molecagens" eram: o Dimas, o André, o Zé Creto, o Fernando, o Carlinhos, o Joaquim, e vários outros. "Zé Créto" era o apelido de José Anacleto.  Mas qual a criança naquele tempo iria pronunciar corretamente esse nome?  O irmãozinho mais novo do José Anacleto, o chamava de "Zé Quéto". (?).

          Naquele tempo, o rio Passa Quatro sofreu um trabalho de dragagem, ou seja, uma técnica de engenharia ambiental para remoção de materiais, solo, sedimentos e rochas do fundo do rio, através de uma máquina denominada "draga".

          Pois bem, essa draga acumulava esses sedimentos retirados do rio, em verdadeiros "montes" enfileirados ao longo da beira do rio.  A vegetação se encarregava de enfeitar esses montes com plantas rupestres de vários tipos;  ficava parecendo uma pequena floresta verde entre montanhas de terra.  O cenário assim formado era ideal para a recreação da molecada (molecada, no bom sentido).

          Naquela época, um divertimento sadio era o cinema.  Todos os domingos o Cine Regnier exibia filmes de "faroeste" (Far West) para a garotada nas matinés.  A molecada vibrava;  não havia coisa melhor.  Depois, iam para os "montes da draga", brincar de Cow Boy.

          Os moleques brincavam, fazendo uma verdadeira encenação ao ar livre, do que haviam assistido no cinema.  Até falavam inglês, imaginem...  O inglês da molecada era um verdadeiro dialeto de fazer rir, uma comédia;  enrolavam a língua de qualquer maneira, imitando a fala do mocinho e dos bandidos dos filmes.

          Uma fala do Zé Creto, eu me lembro até hoje:  o coleguinha André falou alguma coisa em "inglês",  e o Zé Créto respondeu:  - Horni horni, midigorni horni !  O que significava isso, só a molecada entendia. Ka, ka, ka, ka...  Mas era divertido.  Tudo isso tinha naquele tempo, digamos, o seu "glamour".  Hoje em dia, já não teria o mesmo sabor, se acaso houvesse uma repetição desse verdadeiro "teatro de arena"

Como diz a letra de uma música: "Eu me lembro com saudade, o tempo que passou;
                                                       O tempo passa tão depressa, mas em mim deixou,
                                                       Jovens tardes de domingo, tantas alegrias..."
                                                                             (Roberto Carlos)


A ORAÇÃO


Capelão da AMAN

          Padre Duvilio Antonini, natural de Jaguari, Rio Grande do Sul. Certa vez, aqui em Resende-RJ, eu assisti a uma palestra (universitária), do Padre Duvilio, capelão da Academia Militar (AMAN). Ele falava sobre o tema "Oração"; o seu significado, como e porque devemos orar (rezar).


         
Não me lembro exatamente das suas palavras, mas vou dissertar com minhas palavras, e tentar reproduzir o que ele disse.  Ele dizia que: quando temos uma preocupação muito grande, devido a alguma enfermidade ou um problema qualquer, podemos fazer o seguinte: procurar um psicólogo ou um psiquiatra; com certeza, um destes profissionais nos aliviará se confiarmos neles.

          Ou então, podemos recorrer à oração, se tivermos convicção ou fé no seu poder.  A  oração sempre ajuda, e age em nossa mente subconsciente livrando-nos do medo ou da preocupação que nos aflige.  Ou ainda, se estivermos confusos, podemos procurar por um padre da nossa igreja, e confessar a ele o nosso problema, ou nossa angustia, assim como faríamos no divã  de um psiquiatra.

          O caminho através da religião, também é eficaz, pois um padre ou sacerdote saberá lhe dar muita paz de espírito.  Ele lhe ensinará como você deve rezar.  O fundamento para esta orientação encontra-se escrito no Novo Testamento em Romanos 12:2:

          "Não imitem a conduta e os costumes deste mundo, mas seja, cada um, uma pessoa nova  e diferente, mostrando uma sadia renovação em tudo quanto faz e pensa.  E assim vocês aprenderão por experiência própria, como os caminhos de Deus satisfazem a vocês".

          A oração serve para mudar a nossa mentalidade, depois do que, os problemas serão resolvidos por esta mudança.  O Padre Duvilio falou ainda muitas coisas sobre a fé religiosa e sua importância, mas já não me lembro com detalhes.  Todavia, este foi o tema central da sua palestra, e no final, fez uma oração pedindo a bênção de Deus para todos que assistiam à sua palestra na AEDB.

          "Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar... É indispensável que o bem se propague... Uma atitude positiva desencadeia outra.  O AMOR CONTAGIA". (Chico Xavier).

SAUDADES DE PASSA QUATRO


Sul de Minas

          Passa Quatro, é uma cidade situada no Sul de Minas Gerais, onde o clima sempre foi de uma temperatura mais baixa (mesmo no verão), propiciando assim a procura desta cidade pelos veranistas das regiões mais quentes, como por exemplo, do Rio de Janeiro.  Passa Quatro sempre foi uma cidade bonita e agradável de se viver.


          Estou usando uma linguagem voltada para um tempo passado, porque hoje me encontro ausente de Passa Quatro, onde passei toda a minha infância e adolescência.  Hoje distante, guardo muitas lembranças daquelas riquezas culturais e naturais da cidade, mas que outrora, eu não sabia avaliar, afinal, tudo nos parecia muito natural.

          Foi preciso que eu tivesse outras experiências além do que eu próprio imaginava, e assim pudesse adquirir uma bagagem de conhecimentos longe do meu rincão.  Mas agora, apesar de mais experiente, e de sentir saudades, já não tem sentido que eu volte a abraçar a minha cidade tão querida.  Não que seja impossível, mas a razão me impede de fazer isso.

          Minha vida agora está ligada a muitas razões que, contrariadas, me causariam complicações maiores. Não posso arrancar minhas raízes fixadas em uma nova vida que agora estou vivendo.  Não devo fazer isso, todavia, posso continuar enaltecendo minha bem aventurada Passa Quatro, e me sentir feliz pelos amigos que tenho, os quais ainda vivem nessa bela e bucólica cidade de Passa Quatro.

          Posso continuar admirando os arredores de Passa Quatro, onde reina um clima de uma temperatura amena, propícia ao cultivo de uvas das mais diversas qualidades.  Já houve outrora, uma fabricação de vinho, do então pioneiro nesse ramo lá em Passa Quatro, o Afonso Lopes de Almeida. (Esta é apenas uma lembrança histórica entre muitas outras, de Passa Quatro).  A propósito, a Industria do Conhecimento Cultural de Passa Quatro, tem um acervo dessas copiosas lembranças.

          Eu sempre falo também, com muito orgulho, que Passa Quatro foi o meu berço cultural, onde desfrutei de excelentes professoras e professores, desde o Grupo Escolar Presidente Roosevelt, até o Ginásio São Miguel (meus colegas contemporâneos que o digam, e atestem o que estou dizendo).

          Mas houve um momento em que, por motivos "imperiosos", tive que deixar Passa Quatro e me transferir para outra cidade, no caso, para Resende, cidade conhecida pela AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras), e aqui em Resende, no prosseguimento dos meus estudos, também tive excelentes professores (todos militares), tanto na Escola de Comércio como na AEDB, Associação Educacional Dom Bosco.

          Mas quase não conto estórias destes excelentes educandários, porque meu coração sempre esteve inclinado a uma tendência comparativa na dedicação dos mestres, e neste particular, meus valores de Passa Quatro estavam sempre em primeiro lugar.

          Não estou dizendo que este quadro de docentes de Resende não eram dedicados, mas eles eram mais duros, por assim dizer, dureza talvez, proveniente de um treinamento militar.  Aqui, nestas disciplinas rígidas, funcionava da seguinte maneira: ou você sabe ou não sabe. Dureza.  Mas, eu bem que gostaria de ter ingressado em uma Escola preparatória militar, mas esse não foi o meu destino.

          Bem, o meu saudosismo comparativo como eu estava dizendo, é apenas uma questão de sensibilidade interior.  Quem sabe o que é isto, saberá me compreender.  Outro aspecto muito importante, que eu enalteço, foi a minha educação religiosa (desde o Catecismo da Igreja Matriz, no Grupo Escolar, e no Ginásio São Miguel, colégio dirigido por padres da Congregação Belo Ramo).

          Isto não poderia ter sido em lugar melhor do que Passa Quatro, pelas condições oferecidas naquele tempo.  A Religião era uma disciplina curricular nas escolas.  Infelizmente, essa matéria que tanto ajudava em nossa formação espiritual, foi abolida.  Passa Quatro foi assim, o meu berço religioso também, cujos ensinamentos ainda estão gravados na minha memória.  Não posso imaginar como teria sido minha vida se não os tivesse recebido.  Tenho pois, muito a enaltecer por ter vivido uma parte da minha vida em Passa Quatro-MG. SAUDADES.
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(OBS.- faço uma dedicatória desta minha crônica, à minha amiga daqueles tempos aqui mencionados, Ângela Marcondes)
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