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MINHA IGREJA


KOHN

          Eu amo a minha Igreja, tanto quanto amo o nosso Brasil.  Amo a realização das pessoas, não tenho inveja de ninguém.  Amo as pessoas de espírito aberto, sem fanatismo e também amo e venero a palavra de Deus.  Essa é a minha Igreja.  Meu sentimento cívico e minha Igreja, são valores que vêm do passado (Família, Educação), e almejo que continue assim com nossos filhos e netos, para o futuro da nossa nação. 


          O Cristianismo é a religião do amor e não do medo.  Crença religiosa não é uma fuga buscando soluções em Deus.  Não, de modo algum!  Crença religiosa é praticar Deus em nossa vida.  E "Deus é amor" (1 João, 4: 7-8).  O Cristianismo é a ressurreição e a volta de Cristo dentro de nós mesmos, é a busca pela fraternidade, o amor ao próximo, como ensinava Jesus. 

          O Cristo (que significa proteção divina), está dentro de nós, que somos cristãos.  Igreja, não é apenas aquele prédio construído de tijolos.  Igreja somos todos nós, que praticamos nossa espiritualidade, segundo a nossa religião.  Todas as religiões conduzem a Deus.  É claro que a Igreja, isto é, o templo que foi construído pelo homem, destina-se a receber a Igreja, representada por uma reunião de pessoas devotas àquilo que é sagrado. 

          Essa reunião constante de devotos dentro de uma Igreja ou templo, vai formando no seu interior um clima de paz, uma energia agradável, que o Chico Xavier chamava de "egrégora".  A palavra "Egrégora", seria uma espécie de termo técnico para essa energia, a qual podemos desenvolve-la até mesmo dentro da nossa própria casa, quando vivemos em harmonia familiar. 

          Nossa Igreja, não deve perder tempo com intrigas ou ciúmes, fofocas ou invejas.  Deve dedicar todo o tempo possível na realização de práticas piedosas, de oração, de conhecimento da palavra de Deus.  É fato que quase todos nós, passamos algum tempo distantes de Deus.  Isto é até mesmo, digamos, normal.  Porém, mais cedo ou mais tarde, humanos que somos, de boa índole, teremos que descobrir a Verdade sobre Deus, e entrar em contato com Ele. 

          "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará", versículo bíblico este, que é repetido constantemente pelo nosso presidente Bolsonaro.  De fato, as pessoas vivem distantes de Deus, e sofrem por isso.  Geralmente é só quando a saúde está abalada, ou quando há uma ameaça do COVID 19, por exemplo, que as pessoas se preocupam em obter uma compreensão espiritual. 

          A maioria das pessoas não procura Deus senão quando levadas a isso, inclusive eu, que estou dissertando sobre este assunto.  Eu tive bons ensinamentos, aos quais eu não dava o devido valor na época, mas agora estou valorizando e agradecendo meus professores, que infelizmente já não se encontram mais em nosso convívio.  Agradeço através das minhas orações, dos pensamentos que ocupam a minha mente, aquele "Lugar Secreto", como dizia Jesus. 

          Mas, em resumo, o homem não precisa sofrer ou ter problemas, se logo de começo procurar Deus.  Dessa forma, muitos problemas não surgirão, acreditem.  A propósito, vou contar uma estória, ou melhor, um fato verídico, e quem quiser e tiver oportunidade poderá pesquisar esse assunto com mais detalhes.  Vamos aos fatos:

          ... Há décadas, o comunismo foi implantado na China por um homem chamado Mao Tsé Tung. Isto foi por volta de 1949.  O comunismo de Mao Tsé Tung, tentou varrer do mapa a fé religiosa e, por algum tempo, foi bem sucedido.  Mas, depois de Mao, a religião foi florescendo novamente na China.  Isso é o que mostra um livro intitulado "The Souls of China - The Return of Religion after Mao".   A autoria desse livro é de um jornalista e escritor canadense chamado Ian Johnson, que morou na China por 20 anos.  Conta ele, que o sentimento religioso estava simplesmente dormente no coração daquele povo, por causa do medo que tinham da opressão do regime comunista. 

          O escritor Ian Johnson conta toda essa história em estilo jornalistico.  É a história de um mundo chinês fragmentado, uma sociedade mergulhada na destruição da família e um número crescente de pessoas desiludidas e perdidas.  Esse é o resultado do comunismo, que também queriam implantar em nosso Brasil, através de Lula, Fernando Haddad e caterva.  Felizmente, acho que "Deus é brasileiro" e não permitiu isso, mas essa praga (o comunismo), pior do que o corona vírus, continua nos ameaçando, e continua dependendo muito de nós, cristãos e patriotas, extirpá-lo de uma vez por todas. AVANTE BRASIL !

Fé religiosa          Mas, na China de hoje, sob a direção do presidente comunista Xi Jimping, tem sido considerada uma das mais intolerantes sobre a liberdade religiosa.  Uma nova onda de perseguição aos cristãos vem ocorrendo na China desde que o presidente Xi Jimping resolveu impor a lealdade absoluta  ao Partido Comunista que governa o país e, para isso a religião é um estorvo.  Alguns cristãos perderam seus empregos, foram despejados de suas casas, presos e até mesmo mortos por causa da sua fé cristã. 

          Esse chinês, Xi Jimping já esteve aqui no Brasil, tratando de assuntos comerciais com Bolsonaro e esteve reunido secretamente com Rodrigo Maia, Alcolumbre e outros, sabe-se lá que assunto e que intenções tramavam.  Não sei por que razão aqui no Brasil, chamam esse chinês de "embaixador", se na verdade qualquer pesquisa no Google classifica esse chinês como presidente da República Popular da China, Xi Jimping.  Também não entendo porque "República Popular" se na verdade é impopular, a meu ver. 

          Na China de hoje, os chineses são infelizes, porque lhes falta a liberdade e uma vida espiritual plena.  Na Bíblia, em Atos dos Apóstolos, 2, 42, assim está escrito:  "Os primeiros seguidores de Jesus perseveravam em seus ensinamentos.  Viviam unidos, alegres, frequentavam o templo, repartiam o que tinham com os necessitados, eram um só coração e uma só alma..."  Que bom se o mundo todo fosse assim.  Parece uma utopia, mas é assim, com essa plenitude que eu também gostaria que fosse a "Minha Igreja". 
OBSERVAÇÃO:
          Acima, na foto que ilustra este trabalho, meus professores, padres betharramitas do Colégio São Miguel, celebrando uma missa na Igreja Matriz de Passa Quatro-MG.

         

O MÊS DE ABRIL


PASSA QUATRO

          Abril, de 2020.  Esta data, é apenas para marcar esta prosa sobre o Mês de Abril.  O que tem essa data de especial?  Não vou falar da pandemia H1N1, pois este assunto já está mais do que saturado, não é mesmo?  E eu, nem mesmo entendo muito bem essa questão, desse propalado corona vírus.  Porém, há muitas ideias sobre as quais podemos conversar sobre o mês de abril.  Vou partilhar com vocês, meus amigos e leitores, as minhas ideias e outros casos. 


          Primeiro de abril, o dia da mentira;  21 de abril, dia de Tiradentes (Inconfidência mineira);  22 de abril, descobrimento do Brasil, enfim, várias datas importantes que reportam a este mês de abril, é só a gente pesquisar.  Depois, o período de 21 de março a 20 de abril, lembra o aniversário dos arianos, isto é, do signo de Áries, que a astrologia contempla pessoas com uma aura mágica...

          Neste mês de abril, é também o aniversário de 301 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, e por isso, é bom que rezemos uma Ave Maria, seguida de algum pedido especial.  Quero acreditar que abril deverá ser um mês abençoado, com bons acontecimentos.  No mês de abril, celebramos a Páscoa, ou seja, a ressurreição de Jesus Cristo, que enfrentou a força do pecado da natureza humana até a morte.  Que Jesus dê força ao nosso presidente da república, para que ele possa enfrentar também uma situação semelhante nos dias de hoje. 

          E agora, vou contar um caso que aconteceu comigo.  Foi assim:  no início deste mês de abril, de 2020, eu conversava com uma menina no WhatsApp.  Ela puxou assunto, criticando um vídeo que eu havia compartilhado sobre uma manifestação contra a Rede Globo.  A menina não se conteve com meu vídeo e disparou seu comentário discordante: -"A Globo está fazendo o trabalho dela e esse presidente Bolsonaro é um débil mental que só pensa na economia em vez de pensar nas pessoas..."

          Nossa!  Que língua ferina!  Logo percebi que não adiantava dialogar com pessoas assim, ou seja, pessoas "com aquela velha opinião formada sobre tudo",  como dizia Raul Seixas em uma de suas músicas;  e mais:  "prefiro ser essa metamorfose ambulante.  Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante..."   Metamorfose humana, quer dizer mentalidade aberta, sem radicalismos;  "Se hoje eu te odeio, amanhã lhe tenho amor.  Lhe tenho amor.  Lhe faço amor..."  Algo assim, para resumir.  Admiro Raul Seixas por suas sacadas geniais.

          Bem, com relação à menina, eu apenas lhe respondi:  - "Lamento que você pense assim, acho que temos opiniões divergentes.  Eu sou patriota, amo o nosso Brasil e respeito o nosso presidente democraticamente eleito, com todos os seus defeitos.  Mas, você tem seu direito de pensar e eu também de defender minhas opiniões. 

          Dito isso, encerrei a conversa, pois que não valia a pena alongar o assunto, ou preocupar-me por tão pouco, rs rs rs rs.  Depois desse breve prosaico online, eu fiquei pensando no que a menina disse:  "esse presidente só pensa na economia" ... Ora, se ele só pensa na economia, por via de consequência, ele está pensando no povo.  É o povo que move a economia.  Se o povo para de comprar, a economia sucumbe, deixa de existir, morre. 

          Economia não é um problema isolado a ser resolvido.  O povo e a economia estão interligados de tal forma, que se tornou uma ciência acadêmica onde essas duas questões importantes são estudadas a fundo.  Talvez esse conceito seja difícil para certas pessoas entenderem.  Mas a vida é uma escola, e a nossa política atual na área da Educação, felizmente está mudando, para muito além de Lula e Dilma. 

          E agora, pensando bem, não posso mudar aquela ironia provocativa da menina (que me chateou), mas posso deixar pra lá, vamos mudar de assunto.  Com relação ao cenário pandêmico que estamos passando, aliás o mundo todo, quero apenas lembrar uma mensagem bíblica que pode ser lida em "Romanos 1:18 (Novo Testamento)":  "Deus, entretanto, mostra do céu a sua ira contra todos os homens pecadores, maldosos, que repelem a verdade".  Depois, em Romanos 6:23, está escrito: "O salário do pecado é a morte, mas a dádiva gratuita de Deus é a vida eterna por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor."

          Estas, são mensagens para nosso reflexão, destinadas a quem acredita em Deus e tem fé nos ensinamentos de Jesus Cristo: "Eu sou a ressurreição e a vida.  Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;  e quem vive e crê em mim nunca morrerá".  (Jesus Cristo).


POR QUEM OS SINOS DOBRAM


PASSA QUATRO

          "Por quem os sinos dobram!"  Esta frase tornou-se uma conhecida expressão linguística, para qualquer situação oportuna.  Mas, esse tema tão sugestivo, surgiu inicialmente no romance de um escritor norte-americano, Ernest Hemingway.  Depois, foi transformado em filme de cinema: "For Whom the Bell Tolls" (1943), um drama baseado no romance homônimo de Hemingway.  O elenco desse filme reúne Gary Cooper, Ingrid Bergman e outros artistas antigos de Hollywood.


          Eu não li o livro (romance traduzido) de Hemingway, nem assisti a sua versão cinematográfica, mas no final deste comentário, segue dois vídeos "trailers" do filme, só para se ter uma ideia.  Realmente, dá vontade de assistir o filme completo, pois trata-se de um excelente clássico do cinema.  Depois, esse mesmo tema foi utilizado para a música, por diversos grupos musicais ou cantores. 

          A princípio, uma banda de Rock americana, chamada de "Thrash metal" do gênero havy metal, gravou ao seu estilo uma música com esse mesmo nome, "For Whom the Bell Tolls", e depois Bee Gees e sua banda fez também uma versão romântica com esse mesmo tema.  No Brasil, foi Raul Seixas, que no seu álbum musical "O Segredo do Universo", incluiu em suas músicas uma faixa: "Por Quem os Sinos Dobram", música também com seu estilo peculiar:

          "Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
          Cê sabe que a gente precisa entrar em contato
          Com toda essa força contida e que vive guardada
          O eco de suas palavras não repercutem em nada.
          Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
          Coragem, coragem, eu sei que você pode mais..."  (Raul Seixas)

OBSERVAÇÃO:  Essa letra do Raul Seixas, lembra a guerra midiática que o nosso presidente Bolsonaro está enfrentando.  Parece até que a música foi feita para ele. 

          Porém, o meu objetivo não é comentar sobre o filme ou sobre as músicas, e sim prosear um pouco sobre esse mesmo tema (os sinos dobram), que por si só, atrai a nossa atenção.  Antigamente, conversávamos com os amigos pessoalmente.  Hoje em dia, a gente conversa mais amiúde pela internet, ou seja, pelas tecnologias de nossos aparelhos.  Eu também converso com meus amigos e leitores, através destas prosas escritas e publicadas no meu Blog de Crônicas, afinal, é um prazer para mim, alcançar amigos desta forma, descontraidamente. 

          Então vamos lá:  Por quem os sinos dobram?  Literalmente, alguém sabe dizer?  Não é difícil imaginar, não é mesmo?  Quando eu morava lá em Minas, na cidade de Passa Quatro, eu sabia porque os sinos da Igreja Matriz estavam batendo.  No entanto, isso já faz tempo, não sei se ainda hoje os sinos da igreja batem ou badalam ou repicam da mesma forma.  Me lembro bem, que repicavam os sinos da igreja, quando assinalavam festividades religiosas, ou então chamavam os fiéis para a missa. 

          Mas não era só isso.  Os sinos da Igreja tinham um papel importante na sociedade passa-quatrense.  Quando havia enchentes dos rios (ou tromba d'água), geralmente à noite, meia noite, os sinos avisavam a população, alertando para uma possível calamidade.  Nesse caso, o bater dos sinos era característico, fora da normalidade, e todos nós ficávamos atentos ao que poderia acontecer. 

          Os sinos tinham os seus repiques diferentes, ou seja, de diversas maneiras e sons, de acordo com o acontecimento;  as badaladas anunciavam as procissões festivas ou solenes.  Em casos de luto ou de dor, os sinos dobravam vagarosamente, como no dia de finados.  Nesse caso, quando ouvíamos a qualquer momento, em pleno dia, o sino da Igreja com seu toque fúnebre, significava que alguém havia falecido, e as pessoas se perguntavam: por quem os sinos dobram?  Em outras palavras: quem morreu?

          Era assim mesmo.  Quem não se lembra?  Penso que assim acontecia também em outras cidades, afinal, o repicar dos sinos era uma tradição dentro da Igreja Católica.  Mas eu falo apenas da minha querida cidade de Passa Quatro.  Hoje, estou ausente do meu rincão, do meu berço religioso e cultural, e sei que muita coisa mudou por lá, inclusive eu sei que pessoas sentem falta das festas religiosas que eram tradicionais em Passa Quatro e que hoje não existem mais. 

          Acho que tudo tem suas mudanças no decorrer do tempo.  As gerações mais antigas vão entrando em extinção, deixando o bastão da labuta ou da cidadania para os mais jovens.  O tempo passa e as coisas se modificam.  Até Jesus disse em seu tempo: "Vocês farão obras maiores que as minhas" (João 14:12).  A propósito, políticos não falam como Jesus falou, não é mesmo?  Ou seja, pensando nos outros, pensando no futuro.  Não, os políticos só pensam neles mesmos, querem tudo pra eles.  Bom, mas deixa a política pra lá, isso é outra história. 

          Se por um lado Passa Quatro perdeu alguns costumes antigos, hoje em dia a cidade é admirada por outros valores, como por exemplo, a preservação de sua cultura na Casa da Cultura, sob direção do incansável Fábio Mota.  Esse jovem batalhador, registra e cuida de tudo, para que nossos valores antigos não sejam esquecidos.  Realmente nada se perde, tudo se transforma.  Isso também se aplica aos momentos vividos da nossa juventude. 

FINALIZANDO:

          Eu falava do filme "For Whom the Bell Tolls", que não assisti, mas de acordo com minha pesquisa no Google, esse filme é do gênero drama e guerra.  A história se passa na Guerra Civil Espanhola, ocorrida entre 1936 e 1939, envolvendo um norte americano que vivia na Espanha nesse período.  

          Muito bem, sendo assim, podemos interpretar, ou imaginar, que as guerrilhas históricas daquela época, lembram mortes, que lembram o badalar dos sinos, pois naquele tempo,  a linguagem dos sinos também era uma presença constante nas cidades e na prática religiosa.  Hoje, poucos conhecem o repique dos sinos.  Assim, arrematando estes pensamentos, vou transcrever um poema de William Shakespeare, que também fala sobre o dobrar dos sinos, conforme acima mencionado. 

          "Quando eu morrer não chores mais por mim
          Do que hás de ouvir triste sino a dobrar
          Dizendo ao mundo que eu fugi enfim
          Do mundo vil pra com os vermes morar. 
          E nem relembres, se estes versos leres
          A mão que os escreveu, pois te amo tanto
          Que prefiro ver de mim te esqueceres
          Do que o lembrar-me te levar ao pranto.
          Se leres estas linhas, eu proclamo, 
          Quando eu, talvez, ao pó tenha voltado, 
          Nem tentes relembrar como me chamo.
          Que fique o amor, como a vida, acabado
          Para que o sábio, olhando a tua dor, 
          Do amor não ria, depois que eu me for".  (Shakespeare)

          Eu só espero que no Natal, quando os sinos dobrarem à meia noite, todos se lembrem do nascimento de Jesus, até mesmo os mais incrédulos, por quem os sinos também dobram.  Que assim seja, vamos rezar pelos justos e pelos incautos. 

TRAILERS DO FILME:

Para fechar com chave de ouro este bate papo amigável, segue um vídeo com a linda música romântica do filme "For Whom the Bell Tolls".  Essa música, intitulada "Moon River" (Rio da Lua), é interpretada por Andrea Ross, cantora e atriz norte-americana.  A música é linda, assistam:

A SEGUIR, LETRA E TRADUÇÃO DA MÚSICA:

Moon river, wider than a mile
(Rio da Lua, mais largo do que uma milha)
I"m crossing you in style some day
(Eu irei de encontro a você com elegância, qualquer dia)
Oh, dream maker, you heart breaker
(Oh, seu sonhador, você partiu meu coração)
Wherever you're goin, I'm goin'your way
(Aonde quer que você vá, eu seguirei o seu caminho)

Two drifters, off to see the world
(Dois andarilhos, indo por aí para ver o mundo)
There's such a lot of world to see
(Há tanto do mundo para se ver)
We're after the same rainbolw's end,
(Nós procuramos o mesmo fim do arco iris)
Waitin'round the bend
(Esperando logo depois da chuva)
My buckleberry friends,
(Meu doce e aventureiro amigo)
Moon river, and me
(Rio da lua e eu)

Moon river, wider than a mile
(Rio da Lua, mais largo do que uma milha)
I'm crossin' you in style some day
(Eu irei de encontro a você com elegancia, qualquer dia)

(volta à segunda estrofe)


HISTÓRIAS SE REPETEM


Guilherme Köhn

          O tempo que passou não volta mais, porém histórias de um passado distante podem sim, repetir-se novamente, e de forma muito semelhante ao que tenha sido vivido por alguém em outros tempos.  Histórias se repetem sim, no presente, como "ecos do passado".  Porém agora no "teatro desta vida", são outros atores que protagonizam os dramas, melodramas ou tragicômicos espetáculos em reprise, e que nós, curiosamente, assistimos como respeitáveis públicos, ou ainda, como atores secundários da história, se não formos nós mesmos os personagens principais. 


          Certa vez, pensando nisso, fui inspirado a escrever a seguinte estrofe poética:
          
          Qual imenso teatro de bruxedo,
          e num cenário cheio de cores;
          a vida desenrola o seu enredo,
          e sem querer somos atores. 

          Às vezes, histórias se repetem dentro da nossa família, de forma bem semelhante ou consequente de fatos que ocorreram num passado distante.  Pode ser que não nos damos conta disso, porque desconhecemos os detalhes da nossa própria história.  Mas, se assim for, seria talvez motivo para uma investigação sobre nossas raízes familiares, quem sabe... Enfim, fica aí uma sugestão. 

          Ocorre também, fatos alheios à nossa família, que podemos observar.  Por exemplo, uma criança prodígio, que nasceu com uma habilidade incrível ao tocar um piano, músicas que nunca tenha ouvido.  É o caso de um garoto de 7 anos, chamado Jonah Ho, tocando "Sonata ao Luar" de Bethoven.  Vejam o vídeo:
          Como é possível tanta destreza e domínio com tão pouca idade?  Sem olhar partitura?  É impossível não ter vivido em outras épocas, e agora com certeza, voltou para completar uma missão.  "Quando a história se repete, há uma lição que você precisa aprender, que talvez você ignorou na primeira vez". (anônimo). 

          Essa repetição de uma vivência em outras vidas, pode ser simplesmente uma habilidade qualquer:  seja na música, desenho, pintura, profissão, destino incomum, etc.  Enfim, muitas histórias acontecem dentro da nossa realidade, e por simples desconhecimento de causa, justificamos através de um conceito qualquer:  talento, prodígio, habilidade nata, destino, etc. 

          Vejam outro vídeo de uma menina de 7 anos, chamada Anastasia Tyurina tocando uma balalaika junto com a orquestra:
          Há casos famosos que fogem ao nosso entendimento, como por exemplo uma história antiga de Mozart.  Wolfgang Amadeus Mozart, foi um compositor austríaco, considerado um dos músicos mais importantes da história.  Ele nasceu na cidade de Salzburgo em 1756 e faleceu em Viena em 1791.  Seu pai, chamado Leopold Mozart era um compositor e professor de pouca relevância. 

          Porém, Wolfgang Amadeus Mozart, aos seis anos tocava com destreza piano e violino.  Tinha uma memória prodigiosa;  ouvia uma música qualquer, e no mesmo instante era capaz de toca-la de memória.  Mozart começou a escrever sua primeira sinfonia quando tinha oito anos de idade.  Era um gênio da música e compositor erudito.  Escreveu muitas obras.  Uma de suas obras mais famosas: "Eine Kleine Nachtmusic" (Uma pequena música noturna).  A morte de Wolfgang Amadeus Mozart aos 35 anos permanece em mistério.  Não se sabe a "causa mortis", apesar de especulações sobre algumas hipóteses.

         Por essas e outras, eu acredito em vidas pregressas.  Há pessoas radicais que não acreditam e não aceitam a doutrina da reencarnação.  Tudo bem, não vamos discutir.  No meu caso, estou apenas "filosofando" em torno desse assunto tão polêmico, mas que eu acredito.  Jesus Cristo já havia resuscitado dentre os mortos, quando passou 40 dias entre seus discípulos, antes de voltar para o "céu" (para o seu mundo).  Isso está na Bíblia, e também é um exemplo de vida que se repete, embora em um contexto diferente (I Corintios, 15, 6).

          Aproveitando o ensejo, vou contar em resumo uma história chamada "Minha Vida na Outra Vida".  Foi tema de um filme, e quem tiver oportunidade assista, acho que pode ser encontrado no Youtube. Baseado em fatos reais, esse filme retrata com fidelidade, lógica e respeito, o tema da reencarnação. 

          Vamos ao resumo do filme:  uma mulher, Jenny Cole, americana, começa a recordar-se de uma outra vida na Irlanda (uma ilha perto da Inglaterra).  Ela desenha detalhadamente a Igreja da época que frequentava na Irlanda, e se lembra de ruas e nomes das pessoas de sua família.  Mas ela mora com marido e filho na América. 

          Ela está grávida e começa a ter sonhos fortes sobre uma pequena cidade que tem uma Igreja.  Jenny fala para a mãe sobre os sonhos, e mostra alguns desenhos que fez na infância e que são idênticos aos sonhos.  E assim, elas descobrem que a cidade ficava na Irlanda, na década de 30.  Jenny vai até lá para tentar entender seus sonhos e saber se já viveu lá no passado. 

          Ela vai pessoalmente até a Irlanda na cidade de Malahide onde confirma que todas as suas lembranças eram reais.  É impressionante como ela descobre pessoas da família, agora já idosos e os  reúne, recordando de fatos passados.  O filme é uma lição de amor, e traz a lógica da reencarnação de maneira clara e simples.  "Minha Vida na Outra Vida", é uma extraordinária história da dedicação de uma mulher por pessoas da sua família.  Recomendo, o filme é interessante e maravilhoso. 
Vídeo da música de Mozart:

FINALIZANDO:
          Esta reflexão, até agora, se resume em fatos bastante encantadores e bonitos, porém histórias tóxicas e negativas de pessoas hediondas também ocorrem.  Nesse caso, uma reencarnação poderá ser feita em forma de um resgate do seu equilíbrio através da lei cármica, buscando uma forma que resgate suas ações.  Podemos imaginar por exemplo, o caso do nosso ex-presidente Lula.  Numa possível futura reencarnação, ele poderia resgatar suas ações voltando e vivendo como um mendigo pelas ruas, para pagar os pecados de suas mentiras e maldades.  Essa possibilidade seria pois, o que entendemos por resgate cármico. 

          Para evitar tal coisa, nosso Deus é sinônimo de amor.  Amor ao próximo.  A vida é eterna, e repetindo a frase de autoria anônima: "Quando a história se repete, preste atenção.  Há uma lição que você precisa aprender, que talvez você ignorou na primeira vez!"  -  Acredite, Histórias se Repetem!

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