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A EMOCIONANTE ESTÓRIA DE GEREMY


GEREMY

          Existe vida após a morte.  Isto nós já sabemos, ou pelo menos, deveríamos saber.  Mas eu vou contar uma estória que li em uma notícia no Jornal online, Diário do Brasil.  A estória, que ocorreu nos Estados Unidos, é de um garoto chamado Jeremy, e que passou por uma experiência de morte e de retorno à vida.


          Tudo começou em 2012, quando Jeremy, com 10 anos de idade, sofreu um trágico afogamento em uma piscina.  Ele foi levado às pressas para o hospital, mas os médicos acreditavam que ele não viveria por muito tempo.  

         
          O menino foi considerado morto, porém após 40 minutos ele conseguiu recobrar suas atividades cerebrais, e aparentemente, não tinha sofrido nenhum dano.  Infelizmente, ele morreria 3 anos mais tarde, devido traumas sofridos no seu coração e nos pulmões, e por lesões irreparáveis decorrentes do acidente.

          Mas, nesse intervalo dos 10 aos 13 anos, Jeremy contou para sua mãe, de nome Giovanna, os detalhes emocionantes da sua experiência durante o tempo em que estava morto.  O menino falou sobre o futuro da Terra, mencionou uma guerra mundial e falou do seu encontro com Jesus.  Giovanna (sua mãe|), revelou alguns detalhes sobre a experiência do seu garoto.

Do seu encontro com Jesus:
          O menino explicou que, quando ele estava afogando, um homem lhe estendeu as mãos.  Esse homem vestia uma túnica branca e tinha cabelos longos e barba.  (O menino pensou que era Jesus, contou a mãe).  Depois que Jeremy agarrou a mão de Jesus, ele passou a voar, enquanto passavam pelas nuvens.

Quando chegaram no céu:
          O céu parecia ser uma cidade de cristal, contou Jeremy.  As ruas eram pavimentadas com ouro, e as pessoas pareciam extraordinariamente felizes e amigáveis.  Sentiam-se como membros de uma mesma família e as cores do local eram muito mais bonitas do que na Terra.

          Havia muitos bebês, contou.  Ele não conseguia entender porque havia tantos.  Trabalhadores cuidavam desses bebês... todos eram felizes e amados depois de terem sido abortados na Terra.  Jeremy também contou que sua "passagem pelo céu", teria lhe revelado coisas ruins.

          Relatou que o mal estaria chegando à Terra até o ano de 2017, e as pessoas deveriam se preparar para uma invasão de demônios (forças do mal).  A mãe perguntou ao filho o que ela deveria fazer para enfrentar esses dias turbulentos; - "Você deve pedir perdão a Deus antes que tudo desmorone.  Talvez a humanidade ainda tenha uma chance". (Ele estaria falando de uma possível guerra mundial).

Finalizando:
          Giovanna, a mãe do garoto, não deu mais detalhes do que seu filho lhe revelara, mas afirmou estar convicta de que um dia ela o verá novamente no céu.  -  FIM

EXPERIÊNCIAS INSÓLITAS


Imprudência

         Você acredita em Anjo da Guarda?  Se alguém me fizer essa pergunta, eu respondo: - Eu não só acredito, como já passei por uma experiência onde fui salvo por uma força misteriosa, mas antes de contar a minha estória, vou tecer alguns comentários sobre este assunto.  O Anjo da Guarda, é uma crença cristã, e portanto, temos que buscar um fundamento nas escrituras sagradas que assim o justifique.


O Antigo Testamento fala muito em "Anjo do Senhor", personificando um mensageiro de Deus, já que o próprio Deus não tem forma corpórea, e se manifesta apenas através dos homens e dos "Espíritos de Luz".  Mas, o Antigo Testamento não fala específicamente de um anjo da guarda protetor das crianças, por exemplo.

          Já no Novo Testamento, quando Jesus conversava com seus discípulos sobre as crianças, ele deu a entender que os anjos do Senhor eram protetores desses pequeninos.  Encontramos em Mateus 18:10, suas palavras: "Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus veem incessantemente a face de meu Pai celeste".

          Em termos práticos, podemos atribuir a estes espíritos angelicais, muitas ocorrências incomuns que nos acontecem, como por exemplo:

  • Num acidente aéreo, morrem todos os ocupantes de um determinado avião, mas milagrosamente sobrevive uma criança que nada sofre.  Nossa fé nos diz que essa criança foi salva pelo seu anjo da guarda.
  • Um prédio desmorona ou sofre uma explosão.  No meio dos escombros, os bombeiros encontram uma criança com vida.  Milagre?  Quem realmente salvou a criança senão uma providência divina ou angelical?
          Quem já não ouviu contar casos como estes?  Com certeza, existem muitos casos parecidos.  Alguém mais pessimista (sempre aparece alguém), poderá retrucar: - "Mas também existem casos nas favelas, por exemplo, que bebês inocentes morrem vitimados por uma bala perdida, em decorrência de guerras entre traficantes". Nesse caso, onde estava o anjo da guarda dessas crianças?

          Bem, aparentemente, isso parece contraditório, mas existem exceções que são plausíveis.  Tais ocorrências podem acontecer não apenas com bebês, mas também com crianças maiores, vítimas de outras causas, como por exemplo, um acidente automobilístico, enfim... Uma explicação para isto, envolveria um estudo filosófico cármico que fundamentasse tais ocorrências.

          Mas, estamos tratando aqui de casos excepcionais, ou seja, casos insólitos que escapal à lógica do nosso entendimento.  Vou contar agora, a propósito, um caso acontecido comigo.  Eu já não era tão criança assim, eu tinha 17 anos de idade;

          ... Eu morava numa casa, a uma certa distância da Rodovia Presidente Dutra, no Km 306, direção Rio X São Paulo (casinha modesta, distrital).  Certa vez, eu caminhava pelo acostamento da rodovia em uma noite muito escura.  Não havia postes de luz naquelas proximidades.

          Minha intenção, era caminhar mais ou menos uns 100 metros pelo acostamento da rodovia (Pres. Dutra), até alcançar um Restaurante à beira da estrada (Restaurante Tamborindeguy), onde havia um ponto de ônibus, o qual me levaria à cidade mais próxima (Itatiaia).

          A rodovia estava deserta naquele momento, ou seja, quase sem movimento de veículos.  Muito bem, eu estava caminhando pelo acostamento da rodovia, naquela noite escura, quando de repente, ouvi o barulho de um carro acelerando ruidosamente bem atrás de mim: VVRRRRUUUUMMM!  O susto foi tamanho que me lançou num salto para fora da pista direto ao matagal que margeava o acostamento.

          Só então percebi que eu estava caminhando não no acostamento, mas sobre a pista de alta velocidade dos carros.  Olhei para a minha retaguarda e vi apenas um carro (automóvel) um pouco longe ainda, o qual piscou o farol (luz alta e baixa), e daí a minutos, esse carro passou por mim em alta velocidade.  Não fosse aquele aviso barulhento que ouvi e o meu pulo instintivo movido por uma força que também não me explico, esse carro teria me atropelado.

          No mesmo instante, elevei meu pensamento aos céus, agradecendo a divina providência que me salvou de ser atropelado em questão de segundos, talvez, devido a minha imprudência.  E o barulho de um carro acelerando ruidosamente atrás de mim, permanece um mistério, pois não seu de onde veio aquilo (do céu?).  Nunca vou esquecer.  Quisera ter visto o meu Anjo da Guarda naquele momento, mas eu pude sentir a sua força que me jogou para fora da estrada. Esta é a minha estória.
Anjo da Guarda

                                        ORAÇÃO AO ANJO DA GUARDA
                                        Santo Anjo da Guarda, meu poderoso protetor, 
                                        guardai-me sempre na paz de vosso amor.
                                        Dos perigos, livrai-me;
                                        Do mal, libertai-me;
                                        E nos momentos de angústia, consolai-me!
                                        Durante o sono, velai sobre o meu descanso, 
                                        não deixais o mal de mim se aproximar.
                                        Sob as asas do seu amor, 
                                        possa meus sonhos habitar!

          



FORMANDOS 1966


Formatura

          PASSA QUATRO-MG.  Eu vou contar uma estória.  Minha e de meus amigos, colegas de classe, como por exemplo, Luiz Fernando, Leonardo Medeiros Terra, Floramante Giglio, Cezar Análio, Waldir Moraes, José Claudio, Benedito Carlos, Antonio da Cunha, Teobaldo Cavalcanti, Luiz Afonso, e vários outros.  Estávamos na 4ª Série do Ginásio: Ginásio São Miguel.  Ano de 1966. Nosso último ano desse curso, para depois seguirmos em frente, cada um com seus sonhos, suas oportunidades ou suas possibilidades.  Nossa turma era de 36 alunos.  Não éramos homogêneos em termos de idade, mas a maioria, creio, na faixa de 16 anos.


          Estávamos todos preocupados e ansiosos para não sermos reprovados nos exames.  A matéria mais temida era matemática, do professor Padre Francisco Darley.  Ainda me lembro do teorena de Pitágoras, onde um enunciado dizia que, em um triângulo retângulo, a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa; ...havia equações do segundo grau para serem resolvidas (x = menos b + raiz quadrada de b2 - 4ac sobre 2a), enfim, muitos se torturavam com esses problemas que "talvez" nunca colocassem em prática na vida, mas era preciso saber, para garantir ^wxito nas provas finais.

          Organizamos um grupinho de estudos em minha casa, na Avenida, em Passa Quatro.  Eu, Luiz Fernando, Leonardo Medeiros, Teobaldo e Chico Nogueira.  Alguém nos emprestou um quadro negro, e improvisamos assim, uma salinha de estudo particular.  Funcionou, pois todos fomos aprovados.

          Mas, vamos retroceder um pouquinho no tempo destes exames, e relembrar os preparativos da nossa formatura do curso ginasial.  A comissão dos formandos era presidida pelos colegas Leonardo Medeiros Terra e Floramante Giglio.  Essa comissão, formada por dois ou três alunos, ficou incumbida de tudo: das fotos, dos convites, da escolha do paraninfo da turma, os locais dos eventos, a contratação de uma orquestra... Uma orquestra?  Claro, não podia faltar o principal! Um baile de formatura!!!  Naquela época, em pleno auge da Jovem Guarda, era imprescindível que houvesse um baile com todo o requinte do momento, e não dispensando uma orquestra.  Mais do que imprescindível, era uma tradição.

          Eu porém tinha um problema, que para mim era preocupante!  Eu tinha 16 anos e ainda não sabia dançar.  Meus colegas todos sabiam.  Eu tinha medo de causar uma decepção, de não dançar a valsa e nem mesmo outras músicas.  Mas, entre colegas, vivíamos um tempo de camaradagem, e sempre ajudávamos uns aos outros.  Assim, a solução para o meu problema foi encontrada pelo meu bom amigo e colega Luiz Fernando!!! - Vamos lá para minha casa!  Minhas irmãs te ensinam os passos para que você aprenda a dançar e não deixe de participar do baile!

          E foi assim que aprendi a dançar não só a belíssima Valsa, como também outros gêneros musicais.  Nunca mais me esqueci desse curso intensivo de dança que me valeu, e me vale muito até hoje.  Minha gratidão ao Luiz Fernando e às suas queridas irmãs.

          Dentre as providências preliminares à formatura, o homenageado escolhido para a nossa turma foi o Dr. Décio, o qual nos patrocinou um coquetel, realizado no salão da Sociedade Recreativa Passaquatrense, ocasião em que tive a oportunidade de estrear meus passos de dança que aprendi com as professoras, irmãs do meu estimado amigo Luiz Fernando.

          A cerimônia da entrega dos diplomas, foi no Cine Regnier (veja foto acima), onde a saudosa Professora Farahide (conhecida como Dona Fafá), fez um belo discurso, enaltecendo a escolha do Dr. Décio, dizendo que nós, os alunos, tivemos a "Sabedoria do Rei Salomão" (suas palavras), em escolher esse conceituado médico da cidade, para ser o paraninfo dos formandos. 

          Nosso baile de Formatura, também foi realizado no salão da Sopciedade Recreativa Passaquatrense, com a orquestra Casino de Sevilla.  Esse foi o primeiro baile da minha vida.  Quero deixar registrada essas lembranças para que possam perdurar por muito tempo e reavivar a nossa memória de "Belos tempos, belos dias" como diz uma música do Roberto Carlos;  "Eu me lembro com saudade o tempo que passou..."  Jovens tardes e muitos dias de alegria, juventude e amizades que perduram até hoje.  Obrigado a todos os nossos saudosos Professores e Professoras dessa época, meus amigos e colegas, e pela ajuda do meu querido amigo Luiz Fernando.
          Sinceramente,  GUILHERME KÖHN.
Orquestra

A REVOLUÇÃO DE 32



PASSA QUATRO

          Inicialmente, fiz uma pesquisa no Google sobre este assunto, ou seja, sobre a Revolução de 1932 entre Minas Gerais e São Paulo.  Eu queria entender melhor, sobre o que a história nos conta, mas existem também alguns fatos que a história não registra.


          Este assunto, é um pouco extenso e muito prolixo... Sendo assim, eu vou resumir e simplificar esse distante movimento revolucionário que não é do "meu tempo", mas sim dos meus familiares, que o assistiram e contavam suas estórias.  É interessante, resgatar estórias antigas e verdadeiras.

          Vamos direto ao assunto.  Na verdade, houve duas revoluções:  Primeiro, uma revolução de 1930, e depois, decorrente da primeira, uma revolução em 1932.  Em 1930, o novo presidente ao Brasil seria Júlio Prestes (de São Paulo), sucedendo o então presidente Washington Luís.
A Revolução de 32
          Mas, na ocasião adequada, houve um movimento armado para depor Washington Luís, devido ao seu conturbado governo, e impedir a posse de Júlio Prestes, que inclusive foi preso (Júlio Prestes tinha ligações com o comunismo da Rússia).  Getúlio Vargas assumiu então a presidencia do Brasil, apoiado politicamente por Minas Gerais.

OBSERVAÇÃO:
          Júlio Prestes era casado com Olga Gutmann, alemã de origem judaica, e militante comunista.  Conta-se que Júlio Prestes fora preso e condenado a mais de 40 anos de cadeia, mas ele, num conluio para safar-se ou diminuir sua pena, delatou (atraiçoou) sua mulher, que foi deportada para a Alemanha sob governo nazista em 1936, onde fatalmente foi morta (fuzilada).

          Júlio Prestes era um homem egoista e sem caráter, tipo nosso Lula de hoje, que por sinal, repete uma história semelhante à de Júlio Prestes.

A REVOLUÇÃO DE 1932:
Coronel Fulgêncio          Essa revolução armada, foi iniciada em São Paulo, em resposta à Revolução de 1930, e com objetivo de derrubar o governo de Getúlio Vargas e eleger políticos paulistas.  O ápice dessa batalha sangrenta ocorreu em Passa Quatro, na Serra da Mantiqueira, divisa entre São Paulo e Minas Gerais.

          Nessa batalha, o Tenente-coronel Fulgêncio, Comandante do 7º batalhão da Força Pública de Minas Gerais, morreu em combate, defendendo Passa Quatro das tropas paulistas.  Apesar do palco dessa luta armada ter ocorrido em Passa Quatro, registrou-se também ocorrências em Itanhandu;  pois os combatentes paulistas, por onde passavam (Tronqueiras, Pé do Morro, etc.), eles destruíam tudo, isto é, utilitários de escolas, mercadorias de bares, mantimentos de armazéns eram misturados e espalhados pelo chão, etc. (um verdadeiro vandalismo.

          Conta um Major, chamado Mário Guimarães, que quando ele chegou aqui no Sul de Minas com a tropa (de soldados) de Belo Horizonte, ele fez as primeiras descargas de metralhadoras nos arredores de Itanhandu, onde os paulistas já se encontravam mas tiveram que recuar, e houve muitas mortes de paulistas.  Eles recuaram para Cruzeiro-SP.

          As tropas mineiras, com numerosos combatentes, eram transportados pela Rede Ferroviária em vagões de cargas e até mesmo em vagões do tipo pranchas, segundo estórias contadas pelos antigos, ou seja, pessoas dessa época.  Nada de conforto; a palavra de ordem era: revolução!

          É oportuno mencionar também, que em Itanhandu havia uma oficina mecânica (de especialidades múltiplas), pertencentes aos irmãos Köhn, onde os armamentos das tropas mineiras eram levados para manutenção, recuperação ou consertos (canhões, metralhadoras, fuzis, etc.).

          Acredito que esse fato, deve constar nos arquivos ou relatórios registrais dos militares, tendo em vista que após o término dessa revolução, dois desses irmãos Köhn (Carlos Köhn e Walter Köhn), receberam um convite para ingressar na carreira militar, inclusive com a outorga de uma patente graduada, como agradecimento aos serviços prestados em prol da causa revolucionária.  Todavia, os irmãos Köhn, declinaram desse honroso convite feito especialmente para eles.

          Enfim, centenas de soldados das duas forças (mineiras e paulistas) morreram em combate.  Maiores detalhes  sobre essa Revolução de 32, poderão ser assistidos em vídeo do historiador Coronel Cesar Braz (o vídeo está publicado no final deste comentário).

FINALIZANDO:
          Felizmente essa "guerra" entre irmãos (mineiros e paulistas) terminou, e o governo de Getúlio foi mantido.  A União dos Militares, uma entidade organizada em 1948, preserva a memória desses bravos combatentes.  Atualmente, essa entidade é presidida pelo historiador Cel. Cesar Braz.  Além disso, uma lei federal permitiu a transferência do espólio da Rede Ferroviária Federal (daquilo que tivesse valor histórico) para as Prefeituras, para ser explorado na área de cultura e lazer.

          Palavras do Coronel Braz:  "É o que está acontecendo conosco neste momento.  Aproveitamos uma parceria com a Prefeitura de Passa Quatro e mais um pessoal da ABPF - Associação Brasileira de Preservação Ferroviária que teve a iniciativa de restaurar os trilhos que leva Passa Quatro ao túnel, e esta situação está mantida precariamente, mas vamos tentar melhorar tudo em memória a esse sangue derramado na Revolução".

          "Minas Gerais foi um grande sustentáculo do governo de Getúlio Vargas;  e a maior e mais eficiente ferramenta para esse desfecho vitorioso, foi a Força Pública do Estado de Minas Gerais".


          





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