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DEUS E OS HOMENS


Religiões

               "O ensino da ciência e dos princípios científicos, já na escola primária, é a única solução para se combater aquela enganação dos pastores que exploram a fé alheia para se enriquecer."  Essa afirmação é do conhecido médico Drauzio Varella, da televisão, da Folha de São Paulo, na sua crítica contra certas religiões que praticam esse tipo de iniquidade. 


               Mas, o próprio Jesus, nos seus Evangelhos, já nos alertava sobre isso: "Cuidado com os falsos profetas.  Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores.  Vocês os reconhecerão por seus frutos.  Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas?  Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins.  A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons.  Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo.  Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão."  (Mateus 7:15-20).

               Todavia observem que Drauzio Varella, médico, não proferiu suas críticas na qualidade de homem religioso, mas sim, como um ateu assumido.  Varella também confessor que se tornou ateu desde o momento da sua primeira comunhão aos 10 anos de idade, quando mastigou a hóstia consagrada e dela não saiu sangue conforme ele acreditava (ou fora ensinado que a simbologia da hóstia representava o corpo de Cristo.)

               Essa atitude do Varella criançola, foi um ato de rebeldia próprio da idade, sem dúvida, mas vamos deixar essa estória de lado, e focar no ateísmo desse homem, até nos dias de hoje.  Esse médico, bem relacionado em várias camadas da sociedade, deve ter sofrido inúmeros comentários discordantes e censuras por suas declarações agnósticas ou hereges.  Assim penso eu, porque em outros momentos ele também declarou que respeita todas as crenças, mas lamenta não ter igual consideração da parte dos crentes. - "Quando digo que não tenho religião, eles dizem que sou imoral", afirma.  - "É como se eu tivesse parte com o diabo."

               Bem, cabe a cada leitor dessas notícias que estão na mídia, ou mesmo no Google, julgar por si mesmo.  Não é objetivo desta crôica dar ênfase a um ateu, mas sim, apontar que existem pessoas ou até mesmo sociedades, que perdem a fé religiosa. 

               Mas, a nossa fé religiosa não pode ser extirpada por completo, pois já nascemos com ela, desde o momento da nossa criação, como está escrito nas Sagradas Escrituras, ou mesmo no momento da nossa concepção, ou seja, isso está na nossa alma, no nosso DNA;  é a chancela misteriosa de Deus em nós.  Essa sensação biológica poderá ficar adormecida por algum tempo em nosso interior, mas em algum momento da vida, o homem se verá sem outra alternativa a não ser voltar-se para Deus. 

               No caso de sociedades, também acontece o mesmo.  Temos como exemplo a China, que em 1949, adotou o comunismo, e tentou varrer do mapa a fé religiosa.  Por algum tempo, parece que teria sido bem sucedida, porém, recentemente, nestes tempos modernos a religião está florescendo novamente, na China comunista.  Isso é o que mostra um livro intitulado "The Souls of China - The Return of Religion after Mao"  (As Almas da China - A Volta da Religião depois de Mao.)

               A autoria desse livro, lançado em 2018, Edição em inglês, é de um premiado jornalista chamado Ian Johnson.  De origem canadense, Ian Johnson é um escritor de Pequim, que vive na China há cerca de 20 anos e ganhou um Prêmio Pulitzer em 2001 por sua cobertura do país.  (OBSERVAÇÃO: Pulitzer, é um prêmio norte-americano outorgado a pessoas que realizem trabalhos de excelência na área do jornalismo, literatura e composição musical.  É administrado pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque.  O nome "Pulitzer", deve-se em homenagem a Joseph Pulitzer, jornalista e escritor húngaro.)

               Na China hoje, existem apenas cinco religiões reconhecidas pelo estado:  catolicismo, protestantismo, budismo, islamismo e taoismo, e todas permanecem oficialmente sob o controle do governo.  Um grande avanço, diante da ideologia Comunista anteriormente intolerante à nossa espiritualidade, a que chamavam de "ópio do povo".  Tentar viver sem Deus é loucura.  O resultado é um mundo fragmentado, uma sociedade mergulhada em destruição da família, um número crescente de pessoas desiludidas e perdidas.

               É o que mostra a matéria do livro de Ian Johnson, escrito em estilo jornalistico que conta a estória de um dos maiores reavivamentos espirituais do mundo.  Após séculos de violentas campanhas anti-religiosas, a China está agora repleta de novos templos, igrejas e mesquitas, bem como cultos, missas, seitas e outras crenças. O livro de Ian Johnson é cativante, e fundamentado em fatos reais. 
Renascimento das religiões na China
               Para melhor ilustração deste assunto, segue um trecho introdutório (traduzido), do livro do jornalista-escritor, Ian Johnson:  THE SOULS OF CHENA:  (Vale a pena ler):

OS MESTRES

Nan Huai-chin:  guru de meditação budista e intérprete de clássicos chineses;  ele vive em um eremitério (lugar onde vivem eremitas) no lago Tai.

Wang Liping:  praticamente carismático de uma técnica de meditação taoísta chamada neidan, ou alquimia interna, que ensina cursos nas cavernas do sul da China. 

Qin Ling:  o principal discípulo de Wang em Pequim.

Xiao Weijia:  herdeiro de Qin de uma importante família do Partido Comunista.

INTRODUÇÃO:

               O Ano da Lua começa sem lua.  O céu é preto, mas para as estrelas, a lua está apagada do outro lado da terra, invisível aos nossos olhos.  Os chineses chamam isso de Ano Novo Lunar, mas é mais conhecido como o Festival da Primavera, a celebração de uma nova temporada.  O nome parece errado:  o feriado cai no mês de inverno de janeiro ou fevereiro.  Está frio e escuro;  os dias ainda são curtos.

               No norte da China, as neves podem cobrir a terra.  No sul, chuvas geladas penetram em todos os cômodos, em todas as camadas de roupa.  Nós nos sentimos tomados pela falta de esperança do inverno e nos perguntamos como esse calendário funcionou:  como se ordenou o tempo em uma das mais antigas civilizações contínuas do mundo?

               Nos séculos XIX e XX,  os patriotas chineses tinham questões semelhantes.  Eles temiam que seu país fosso tão atrasado que seria dilacerado por potências estrangeiras.  Um dos principais alvos desses reformadores era a cultura tradicional da China, especialmente seus sistemas de crença, que eles consideravam como relíquias supersticiosas que entorpeciam as pessoas ao potencial da ciência e do progresso.

CAPÍTULO  I  -  PEQUIM:  O  SINO

               No canto sudeste de Pequim há um bairro chamado Fenzhongsi, ou o Templo do Sino dos Pedágios.  Segundo a lenda local, o nome veio da história de um velho viúvo que era gentil e puro de coração, mas sem filhos.  Na China tradicional, isso significava que ele não tinha ninguém para apoiá-lo na velhice.  Seus companheiros moradores tiveram pena e ofereceram a ele um pequeno trabalho como vigia noturno da comunidade.

               Sua tarefa era caminhar ao redor da aldeia a cada duas horas, marcando o tempo batendo badalos.  Ele aceitou o emprego, mas recusou pagamento, dizendo que os aldeões deveriam economizar seu dinheiro para lançar um sino que o substituiria quando ele morresse.  Ao longo dos anos, os moradores salvaram seu dinheiro, enquanto ele exercia suas funções com um efeito incomum.

               Durante a última vigília, pouco antes do amanhecer, ele soava especialmente alto nas badaladas diante das portas dos preguiçosos, na esperança de acordá-los e leva-los para o trabalho.  Na frente das portas do diligente, ele estava tão quieto quando possível, permitindo-lhes mais alguns minutos de sono, sabendo que eles iriam se levantar sozinhos.  Com o passar do tempo, alguns aldeões disseram que seus badalos antecipavam as mudanças de estação ou avisavam das tempestades que se aproximavam.

               Quando ouviram a batida constante, eles sabiam o que tinham que fazer - não apenas quando trabalhar ou dormir, mas como viver suas vidas, seguindo o bem e evitando o mal .  Eventualmente, o velho morreu, o dinheiro foi contado e o sino foi lançado.  Quando tocou, teve o mesmo efeito miraculoso, um sino tocando para cada pessoa.

               O Sino, o templo que mais tarde foi construído em volta e a vila - tudo foi demolido há muito tempo, deixando apenas uma história, o nome de um viaduto, uma parada de metrô e um bairro de casas residenciais prestes a serem demolidas.  Nas últimas décadas,  essa onda de destruição também se espalhou pelo resto da capital, eliminando uma vasta cidade medieval de vinte e cinco quilômetros quadrados.

               Pequim já havia sido feita de hutongs = vielas estreitas que passavam entre casas muradas, intercaladas com centenas de templos.  Sobreposta a essas comunidades havia uma paisagem imaginária de montanhas e divindades sagradas que ligavam a cidade a um vínculo sagrado de mito e fé.   Durante séculos, isso simbolizou o estado político-religioso que governou a China por milênios.

               Isso mudou no século XX, especialmente depois da tomada do Partido Comunista em 1949.  Muitos dos templos e hutongs foram destruídos para dar lugar aos novos ideais de uma sociedade industrial ateísta.  A partir dos anos 80, vieram as reformas econômicas e o desenvolvimento imobiliário descontrolado, que varreu quase todo o resto da cidade antiga e expulsou a maioria dos moradores originais de Pequim do centro da cidade.

               Nos poucos fragmentos da cidade histórica que sobreviveu, migrantes entraram.  Alguns eram trabalhadores pobres do campo, outros gentrificadores (processo de mudança das paisagens urbanas, exploração imobiliária).  Com eles vieram novos alimentos - pratos condimentados do interior ou "nouvelle cuisine" do exterior - e novos costumes, como o êxodo em massa de Pequim durante as férias para cidades rurais ou balnearios tropicais.  Lost foi um modo de vida.

               Eu assisti a essa transformação desde a primeira vinda a Pequim no inicio dos anos 80. Como muitas pessoas, eu estava desanimado e senti a cidade e sua cultura uma vez grande, foram perdidas. Mas nos últimos anos comecei a perceber que estava errado.  A cultura de Pequim não estava morta;  estava renascendo em cantos estranhos da cidade como o Templo do Sino dos Tolling.  Não era o mesmo que no passado, mas ainda era vibrante e real - modos de vida e crença que ecoavam os sons do passado... A partir daí, começou o renascimento da vida espiritual de Pequim...

RITUAL :  O MEIO PERDIDO

               Pilgrims como a família Ni sustentam um dos grandes reavivamentos religiosos do nosso tempo.  Por toda a China, centenas de templos, mesquitas e igrejas abrem a cada ano, atraindo milhões de fiéis.  Os números precisos são frequentemente debatidos, mas mesmo um visitante casual na China não pode perder os sinais:  novas igrejas pontuando o campo, templos sendo reconstruídos ou massivamente expandidos, e novas políticas governamentais que encorajam os valores tradicionais.

               O progresso não é linear - as igrejas são demolidas, os templos concorrem para o turismo e os debates sobre a moralidade são manipulados para ganho político, mas a direção geral é clara.  Fé e valores estão voltando ao centro de uma discussão nacional sobre como organizar a vida chinesa.

               Esta não é a China que costumávamos conhecer.  Por décadas, estamos acostumados a pensar na China como um país onde a religião, a fé e os valores são marginais.  Nossas imagens do povo chinês são predominantemente econômicas ou políticas:  trabalhadores diligentes em grandes fábricas, novos ricos ostentando suas riquezas, agricultores trabalhando em campos poluídos ou dissidentes sendo presos.  Quando ouvimos falar de pessoas e fé chinesas, é sobre vítimas - cristãos chineses forçados a culto clandestino - ou histórias exóticas de pessoas excêntricas andando para trás em parques, abraçando árvores ou se juntando a custos assustadores.

               Tudo isso existe e é verdade, mas falta um ponto maior:  centenas de milhões de chineses são consumidos com dúvidas sobre sua sociedade e recorrem à religião e à fé por respostas que não encontram no mundo radicalmente secular construído em torno deles.  Eles se perguntam o que mais há na vida do que o materialismo e o que faz uma boa vida.  Como uma pessoa que entrevistei para este livro me disse:  - Nós pensamos que estávamos infelizes porque éramos pobre.  Mas agora muitos de nós não são mais pobres e ainda estamos infelizes. "Percebemos que algo está faltando e isso é uma vida espiritual." ... ... ... (o livro continua em sua resenha jornalistica...)
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               Com base no que foi apresentado até aqui, vejamos algumas considerações finais:

1)   A breve introdução do livro de Ian Johnson, dá para ter uma ideia do que trata esse escritor, qual seja, o renascimento das religiões na China. 

2)   Seu estilo jornalistico, os termos e os costumes chineses, são um pouco estranhos para nós, mas não invalida o espírito do nosso entendimento sobre o assunto. 

3)   O que mais importa, é sentir que Deus está presente em todas as culturas, sob o véu de práticas diversas. 

4)   O Brasil esteve próximo de aderir forçosamente ao Comunismo, e ainda podemos ver essas bandeiras vermelhas sendo exibidas por pequenos grupos que fazem oposição ao nosso abençoado conservadorismo. 

5)   A palavra de Deus está nas escrituras sagradas, não é audível, não tem uma voz humana, mas para nós, cristãos, tem um rosto: Jesus.  Ignorar Jesus é ignorar as escrituras. 

6)   A palavra de Deus é o alimento da nossa vida espiritual.

7)   Obrigado Deus, por iluminar o nosso Brasil, um país tropical, abençoado e bonito por Natureza!
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VÍDEO: Ave Maria em arameo (hebraico, língua falada por Jesus) - Esta música, pela sua onda vibratória, elimina a enxaqueca, a depressão e a ansiedade.




       

UM WEEKEND COM VOCÊ


Mariana

               Se eu resolvesse escrever um livro contando minhas estórias, o meu título seria este: "Um Weekend com você".  Por que?  Bem, primeiro porque as minhas recreações, assim como de todas as pessoas em geral, salvo exceções, sempre ocorreram nos fins de semana, com a reunião de amigos (e amigas). Depois, esse título lembra aquela música da banda de rock, BLITZ.  Quem se recorda?  "Eu só quero passar um weekend com você. Estrada de asfalto, estrada de luz.  Patrulha rodoviária, a quinhentos metros.  Patrulha rodoviária, a duzentos metros..."


               A moçada dessa banda de Rock (rapazes e moças), fez das suas incontáveis estórias e aventuras, essa música espirituosa e genial.  Mas, isso foi nos bons tempos que não voltam mais. Um tempo em que eu também vivia minhas aventuras de fins de semana.  Penso que muitos de nós, jovens daquele tempo, também tenham estórias pra contar (de weekends), alguns mais afoitos, outros menos, enfim, essas peripécias da idade, não eram exclusividade dos roqueiros do Blitz. 

               Tudo na vida passa, e só o tempo é capaz de curar a dor de uma saudade.  Dor de quem amou, dor de quem perdeu alguém.  Com o passar do tempo, você aprende que nem tudo na vida é como você sonhou.  Algumas vezes a gente acerta, outras vezes erra.  Às vezes você magoa pessoas que estão à sua volta, e com isso acaba magoado também.  Pois é, assim é a vida, e passado é passado, "tá ligado?"

               Por essas e outras, agora eu faço de um tempo aventuroso, matéria da minha estória que acabo de contar, na velocidade de um relâmpago.  O que?  Já acabou de contar sua estória?  Alguém pode perguntar.  Sim, porque em resumo foi tudo isso que eu vivi (aventuras).  Acabei de contar num lapso de pensamento, meus fins de semana, ou seja, meus "weekends com amigos".  É como disse a jornalista Cecília Meireles:  "De que são feitos os dias?  De pequenos desejos, vagarosas saudades, e silenciosas lembranças."  Meu devaneio é assim mesmo, sem tirar nem pôr, no momento em que escrevo esta crônica amistosa. 

               Mas, eu vou contar com mais detalhes, um episódio peculiar dentre muitos de meus "weekends".  Posso dizer que é uma pequena estória que aconteceu, mas deve continuar no "amanhã" sem prazo previsto.  Eu vou contar. ... Certo dia, eu me encontrava melancólico, pensando nos meus amigos.  Era o entardecer de mais um fim de semana.  No meu celular, nenhuma mensagem nova. Meus amigos virtuais deviam estar todos ocupados, curtindo também o seu weekend.  E além de tudo, era um feriado. 

               Eu me encontrava na casa de uma cunhada, irmã da minha esposa.  As mulheres, conversavam dentro de casa. Na varanda dos fundos, eu me acomodei, sem ter o que fazer.  Algo incômodo para mim, pra não dizer chato.  Na minha melancolia, vagamente eu pensava em Deus. Queria que Ele me ajudasse.  Acho que eu queria tanto, conversar com alguém interessante.

               E não foi, senão quando, uma linda menina, pequena, segurando um gato, sorriu para mim. (vejam sua foto acima).  Eu não tinha percebido a sua aproximação.  Era a filha da minha cunhada.  A felicidade dessa menina, transformou o meu ânimo num instante;  passei do marasmo para a jovialidade.  A simplicidade de uma criança é o que mais nos aproxima do amor de Deus. 

               Crianças, precisam de tão pouco para se sentir bem;  um simples gatinho para essa menina, um pouco de carinho e muito espaço para se divertir emocionalmente, eram suficientes.  Quem não foi criança na vida?  Nossa mente infantil transforma as coisas.  Ainda me lembro da minha infância:  uma simples caixa de papelão, se transformava em um carro do último tipo!  "Eu era feliz e não sabia, quanta travessura que eu fazia..."

               Para essa menina também era assim;  não exigia grandezas ou presentes caros.  Ela tinha um pedaço de madeira improvisado, parecendo um violão, mas aquilo era uma guitarra, e ela era uma cantora famosa.  Que lindo!  Eu pensava comigo mesmo, pensativo... Saudade dos meus tempos de criança.  Para mim, aquele fim de semana se tornou aprazível, alegre e abençoado pela candura daquela menina de apenas 5 anos de idade.  Graças à tecnologia de hoje, pude filmar para não haver dúvidas ou controvérsias. 
               Mais tarde, já na minha residência, com meu espírito enriquecido por aquela grande / pequena lição de vida, eu ruminava um sentimento profundo dentro de mim mesmo, da minha vida.  Quando somos adultos, somos muito exigentes, queremos tudo perfeito, não somos capazes de nos contentar com pouco, a exemplo daquela linda menina.  Mas, refletindo assim, eu reconheço que sou feliz, embora não possuindo as melhores coisas da vida, embora já tendo passado por decepções no passado.  A vida não é fácil e nem eterna, é preciso reconhecer e aceitar essa verdade e também contornar as pedras do caminho.  

               Me lembro agora, a propósito, de um filósofo americano chamado David Thoreau.  Esse homem, escreveu um livro intitulado "A desobediência civil".  É um livro um tanto complexo de entender, mas entre muitos assuntos, ele desolava-se vendo pessoas pouparem e economizarem para um futuro longínquo.  E comentava com desgosto: "Eles ficam juntando tesouros que as traças e a ferrugem irão roer e os ladrões roubar".  Ele queria dizer com essas palavras, que não se deve sacrificar o dia de hoje pelo de amanhã.  Vamos usufruir as oportunidades que surgirem, e não sofrer voluntariamente. 

               Acho que esse filósofo simplesmente repetiu as palavras de Jesus, que se encontram no Evangelho escrito por Mateus 6: 19,21: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam.  Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.  Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração."

               De modo despretensioso, entendo que esse versículo bíblico quer dizer que não devemos de forma alguma ser materialistas, e Jesus ainda quer que nós saibamos que onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração, ou seja, praticar o amor e a simplicidade como na estória da menina que acabei de contar.  De algum modo, aquela menina transmitiu uma mensagem divina para mim.  Mas eu falava do autor estadunidense David Thoreau, então, vou citar algumas de suas frases, que contêm sementes de sabedoria:
  • "Velho é aquele que perdeu o entusiasmo";
  • "Se uma planta não consegue viver de acordo com sua natureza, ela morre, assim também o homem";
  • "Benditos os que nunca leem jornais, porque verão a Natureza, e através dela, Deus".
               E a vida segue, com suas inevitáveis transformações, e mesmo que fosse possível um "replay" dos nossos saudosos weekends, o que ficou para trás já não teria o mesmo sabor se repetíssemos hoje as nossas aventuras.  Mas podemos renovar nossas alegrias de rever nossos antigos amigos, pois um fim de semana continua sendo uma boa ocasião para isso.  God bless you.  Have a good weekend!
Weekend (letra)
( Blitz )
Alô, alô ativo ouvinte!
Você que está ligado na minha, na sua
Na nossa Rádio atividade
E pra você que vai viajar, o tempo é bom
Sujeito a amores impossíveis no final do período

Dia após dia, durante semanas
Fiquei esperando pra te ver
Há mais de um mês que eu espero uma chance
De me encontrar com você

Seu cabelo eletrizado (chak! chak! chak! chak!)
Sua boca de mel (mel!)
Não sei se veio da terra
Ou se desceu do céu

Quero passar um weekend com você (eu também)
Um weekend com você
Eu só quero passar um weekend com você
Estrada de terra, estrada de asfalto, estrada de luz
Um weekend com você
Estrada de terra, estrada de asfalto, estrada de luz

Primeiro passou um cavalo
Depois eu vi dois bois
Um ônibus acendeu o farol
Eu liguei o rádio, ela abriu a blusa, ela me deu um beijo
Parei pra esticar (Amor, olha ali uma lanchonete!)

Xixi, café, chiclete
Xixi, café, chiclete
Quero passar um weekend com você (eu também)
Um weekend com você
Eu só quero passar um weekend com você
Estrada de terra, estrada de asfalto, estrada de luz
Um weekend com você
Estrada de terra, estrada de asfalto, estrada de luz

Patrulha rodoviária (a quinhentos metros)
Patrulha rodoviária (a duzentos metros)
Eu desliguei o rádio, ela abriu o vidro, tudo escureceu
O guarda mandou parar (que chato)

Blitz, documentos!
Ué, só temos instrumentos
Aí rapaz o que cê faz?
Tá vindo de onde, tá indo pra onde?
O que você tem nessa bolsa?
Qual teu signo, que time torce?
Tudo bem pode ir, viajandão hein!

(Quero passar)
Branco esperto
Um weekend com você
Quero passar
Um weekend com você
Estrada de terra  estrada de asfalto, estrada de luz
Quero passar weekend com você (eu também)
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Banda de Rock Blitz


         

CINZAS DO PASSADO


Saudades

          Cinzas do Passado, é o nome de uma música de autoria de Claudio de Barros, cantor da cidade mineira de Itanhandu, na década de 40 - 50.  "Serei cinzas do passado, num cantinho abandonado, que o vento não levou..."  Claudio de Barros faleceu, não faz muito tempo.  Transformou-se em cinzas, conforme ele mesmo prognosticava em sua música.


          O cantor morreu, mas a sua música ainda vive, nostálgica, pelas Websites ou cantorias da vida.  Até quando?  Não se sabe.  Por isso, escrevo minhas crônicas, porque sei que também me transformarei em cinzas do passado, mas as minhas estórias, minhas prosas e minhas memórias ainda sobreviverão por algum tempo.  "Lembra-te Homem, que és pó e em pó te converterás" (Gênese, capítulo 3, versículo 19).

          Não há como escapar da Lei Cósmica da vida, mas cumpre-nos fazer o que de bom pudermos, de acordo com os desígnios que Deus estabeleceu para nós. Todos os objetos materiais estão fadados a desaparecer (ou se transformar), mas o nosso espírito, que também é feito de matéria, porém muito energética e sutil, esse pertence a outro plano de vida junto ao Pai Celestial. São palavras das escrituras sagradas:  "E o pó volte à terra, como era, e o espírito volte a Deus, que o deu."  (Eclesiastes, 12.7). As escrituras falam de vida, e não da morte.

          Podemos até conversar com Deus.  Falamos com Ele e Ele nos fala intuitivamente através das nossas orações, que são energias do espírito.  Essa verdade foi realçada pelo profeta Jeremias: "Invoca-me, e te responderei." (33.3).  A oração é pois, uma conversa com Deus, mas requer fé, tempo e disposição para tal (além de compreensão).  Portanto, nosso espírito (alma) é aquilo que nos dá vida e nos conecta com Deus.  Não somos apenas matéria densa.  Somos espírito também. 

          Todavia, não raro, deparamo-nos com pessoas que têm apego às coisas deste plano terreno (objetos e riquezas).  É claro, que um certo apego à matéria é compreensível, desde que a mesma não seja idolatrada como adverte as sagradas escrituras.  Recordações inocentes fazer sorrir, fazem bem ao espírito, conforme aquelas quinquilharias que gostamos de guardar.  "Gostamos de fotografias porque elas têm o poder de paralisar o tempo numa fração de segundos.  Por isso, uma simples foto terá sempre o poder de nos trazer grandes recordações e de nos fazer chorar ou sorrir" (Samuel Lopes). 

          Cinzas do Passado, pode ser também a lembrança de pessoas ou costumes de um tempo que não volta mais.  Como diz a letra melódica do cantor Claudio de Barros;  são lembranças "que o vento não levou".  É bom recordar o passado, conscientes de que "tudo passa, tudo passará", como nos versos de uma música do saudoso Nelson Ned:

"A esperança me ensina a gritar
Que tudo passa, tudo passará
Que nada fica, nada ficará
Só se encontra a felicidade, 
Quando se entrega o coração..."

          Reportando-nos às décadas de 60, 70, 80, o nosso passado foi realmente "glamoroso", digamos assim.  As crianças daquele tempo, hoje adultas (idosas), reconhecem um maravilhoso tempo vivido, longe das atuais tecnologias modernas.  Nem a política nos preocupava.  As diversões eram diferentes, as roupas, os costumes, enfim, "Eu era feliz e não sabia, quanta travessura que eu fazia..." Tudo que ficou para trás com o tempo será esquecido.  Mas então, o que nos resta?

          O que nos resta?  A Esperança. Nossa esperança deve ser de nunca perder a esperança  Passamos a nossa vida inteira movidos pela esperança, em busca de algo melhor, e assim deve ser até o fim.  Como um vegetal qualquer, que nasce na escuridão, busca sempre a luz como condição de vida, nós também não precisamos temer a morte, e devemos seguir em frente, em busca da nossa luz, da nossa ressurreição, como ensinou e demonstrou Jesus Cristo.  A Cruz de Cristo, é o nosso símbolo  sagrado.
Guilherminho
Somewhere
(Em algum lugar)

Somewhere, my love, there will be song to sing
Em algum lugar, meu amor, haverá músicas para cantar
Althoug the snow covers the hopes of spring
Apesar da neve que sobre a esperança da primavera
Somewhere a hill blossoms in green and gold
Em algum lugar uma colina flores em vere e dourado
And there are dreams, all that your heart can hold
E há sonhos, tudo o que seu coração pode suportar
Someday we'll meet again, my love
Um dia vamos nos encontrar novamente, meu amor
Some day whenever the spring breaks through
Algum dia, quando a primavera romper
You'll come to me out the long-ago
Você virá para mim depois de longo tempo
Warm as the Wind, soft as the kiss of snow
Morna, como o vento, suave como o beijo de neve
Till then, my think of me now and then
Até então, meu doce, pense em mim agora e, em seguida, 
Godspeed, my love, till you are mine again
Boa sorte meu amor, então você é minha novamente

NADA DE CONFUSÃO NA LINGUAGEM


Aula de Português

          Não confunda o umbigo da vedete com o amigo da chacrete.  Esta frase, foi dita por um Professor de Português, chamado Luiz Antônio Sacconi, em um de seus livros publicados.  Ele queria dizer com essa frase, que na Língua Portuguesa, existem palavras que causam uma confusão danada.  Mas, eu me lembro também de outra frase interessante: "No meio da confusão, encontre a simplicidade.  A partir da discórdia, encontre a harmonia.  No meio da dificuldade reside a oportunidade" (Einstein, físico alemão).


          Legal, então se a Língua portuguesa me apresenta uma eventual dificuldade, aí reside a oportunidade para uma crônica linguística como esta que estou compartilhando com os amigos.  E vou também buscar a simplicidade no meio da confusão que certas palavras possam causar aos apreciadores da nossa Língua Pátria.  Aprendi muito nos tempos escolares, mas continuo aprendendo sempre que estou lendo um livro, e me deparando com certas palavras de obscuro entendimento, ou mesmo em construção de frases. 

          Para simplificar aquilo que porventura seja dubitável, vou citar um exemplo recente:  Miguel Falabela (que todos conhecem da TV), disse  seguinte:  "O que a rede social acha, não interessa.  É muito pernóstico."

1  -  PERNÓSTICO?
          Você sabe o significado dessa palavra?  Eu confesso que fiquei em dúvida, quando vi essa palavra naquela frase.  Mas, como adoro a minha / nossa língua portuguesa, no mesmo instante pesquisei o seu significado.
Pernóstico, é um adjetivo.  Significa pedante, presumido, pretensioso.

          Outros sentidos e significados:
  • Pessoa que tem demasiada confiança ou orgulho de si mesma.
  • Alguém que é atrevido, que responde, ou que resmunga.
  • Indivíduo que emprega palavras difíceis cujo significado não conhece. 
          OBSERVAÇÃO:  o próprio Falabela, em seus personagens na televisão representa muito bem o espírito desse vocábulo (pernóstico). 

          Exemplos de construção de frases com essa palavra tão incomum: 
  • Fulano, você é sempre do contra, não seja pernóstico.
  • O maior problema do homem para com tudo, é ser pernóstico, e achar que é sábio.
  • Aquele cara é insuportável, ele é muito pernóstico. 
          Muito bem, não devemos ser pernósticos, portanto, vamos mudar de assunto e descomplicar outra palavra. 

2  -  SALAMALEQUE?  -  O que significa?
          Essa palavra também foi dita pelo chistoso Miguel Falabela, em uma de suas pilhérias teatrais. Salamaleque, em princípio, seria uma saudação entre muçulmanos, ou árabes: "salam'alaik" (a paz esteja contigo).

          Mas, em se tratando de Língua Portuguesa, esse termo "salamaleques" (aportuguesado e no plural), é usado para definir um cumprimento exagerado.  Diz-se de uma pessoa "cheia de salamaleques".  Geralmente esse termo tem uma conotação de chacota. 

          Exemplo:  dizer que uma pessoa é "cheia de salamaleques", significa que essa pessoa é educada até demais (cheia de rapapés, reverências, cerimônias):  "Fui a uma festa de grã-finos e os anfitriões vieram recepcionar-me cheios de salamaleques".

3  -  PARTICÍPIO DO VERBO ACEITAR:
          O uso de particípios do verbo aceitar: aceitado;  se usa com ter, haver, ser e estar (tenho aceitado, havíamos aceitado, fui aceitado, estavam aceitados)  -  Exemplos: 

  • Se eu tivesse sabido, não tinha aceitado.
  • Temos aceitado esta situação por tal motivo.
  • Você deveria ter aceitado, querido.
          "Aceito", no entanto, só é aceito com "ser" e "estar".  Jamais com ter e haver. Exemplos:

  • Sou feliz porque me aceito do jeito que eu sou.
  • Você não precisa ser aceito pelos outros.  Você precisa se aceitar. 
  • O requerimento já está aceito?
          Agora veja, como disse Luiz Ignácio Lula da Silva, em uma determinada ocasião:  "Lamento que o Mário Covas não tenha aceito o convite"...

          Penso que o referido cidadão não aprenderia nunca, que não se diz "o Mario Covas", e nem "tenha aceito".

          Como querer o cargo de presidente da República, um cidadão que não demonstra o mínimo respeito pelo nosso idioma puro, culto, chegando até a declarar que isso não tem nenhuma importância?

          Eis agora, uma "pérola" de um professor de Língua Portuguesa, acerca dos erros gramaticais de muitos políticos:
"Há  políticos que erram de propósito, para se aproximar da suposta linguagem das classes populares.  O Lula fala com simplicidade, comunica bem suas ideias e, por isso, coloco em dúvida a alegação de que a causa dos seus erros gramaticais seja o desconhecimento da norma culta."

          Sem palavras para comentar esse professor abestado.

4  -  NÃO CONFUNDA:  ABESTALHADO COM ABOBADO OU ABESTADO.
          Abestalhado (adjetivo), é aquele que, não sendo necessariamente imbecil ou tolo, comporta-se como tal, seja numa atitude qualquer, seja na admiração de algo que o impressione.  Assim, qualquer pessoa distraída pode até dizer que dois mais dois são cinco, bem como pode ficar abestalhada diante de uma arbitrariedade ou de uma garota extremamente sedutora.  É o mesmo que apalermado e aparvalhado.  No Nordeste se usa muito essa expressão:  abestalhado.
Exemplo: - Deixe essa criança de lado, é um abestalhado ainda. 

          Abobado (Adjetivo); é aquele que se apresenta como bobo ou como tolo e de fato o é.  Diz que dois mais dois são cinco com a maior convicção, bem como se impressiona com qualquer fato, até o de que a Terra é redonda e gira no espaço.  É praticamente o mesmo que abobalhado. 

Sinônimos:  retardado, infantil, louco, pessoa que só fala besteiras. 
Exemplos:  O que você está fazendo?  Que abobado!  - Tô meio abobado hoje. 

          Abestado:  deriva de besta.  Pessoa boba, tola.
Sinônimos:  burro, chato, idiota, abobalhado, mané, desatento...
Exemplo: - Vê se não fala merda, abestado!
OBSERVAÇÃO: VEJA O VÍDEO ILUSTRATIVO:
5  -  CONTINGENCIAMENTO:
          Recentemente, uma jornalista da Folha de São Paulo, demonstrou não saber exatamente o significado dessa palavra, "contingenciamento".  Esse fato aconteceu, porque o presidente Jair Bolsonaro, em uma de suas afirmações, disse que nenhuma das universidades brasileiras estava na lista das 250 maiores instituições de ensino do mundo. 

          E assim, na oportunidade de uma entrevista, a jornalista da Folha peguntou ao Bolsonaro, se cortar verba da Educação resolveria o problema (referindo-se a um contingenciamento de despesas, ínfimo, se comparado aos cortes escandalosos de governos petistas anteriores.  Essa pérfida (idiota) jornalista argumentou que o contingenciamento significava corte, já que é um bloqueio de recursos.

          Nesse momento, Bolsonaro pediu a um Economista presente, que explicasse à jornalista, o que significava a palavra contingenciamento, ou seja, a "suspensa temporária" de um recurso financeiro.  Bolsonaro ainda criticou o despreparo da referida jornalista da Folha, por não saber o que significava "contingenciamento". 
ASSISTAM O VÍDEO DESSE EPISÓDIO - "VALE A PENA VER DE NOVO:
Finalizando:
          Nossos desgovernos anteriores a Bolsonaro, foram pautados pela corrupção, pela mídia comprada, pelo aparelhamento das Universidades públicas com uma ideologia travestida de socialismo, e assim destruir os nossos valores morais e cívicos, enfim, todo esse planejamento regado a dinheiro Público em vultosas quantias (roubos, crimes de Lesa-Pátria), com objetivo final de implantar um regime comunista irresponsável, levando nosso País a um verdadeiro caos, que nem é bom pensar. 

     
Escolas

          Temos que cuidar dos nossos jovens ainda não corrompidos por esse aparelhamento e essa ideologia, orientando-os para que se tornem verdadeiros patriotas do amanhã, e NADA DE CONFUSÃO NA LINGUAGEM.  Os brasileiros conscientes ou não, também precisam aprender (ainda), a não eleger políticos errados. 
VÍDEO DE UMA DEPUTADA CONSCIENTE:





Pensamento final:
Vamos seguir a máxima de Jair Bolsonaro: "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!"

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